Com sotaques graciosos e cenários bem coloridos, típicos dos filmes de Guel Arraes,”Lisbela e o prisioneiro” tem tudo de bom. A trilha sonora é perfeita, e vai de Elza Soares cantando “Espumas ao vento” até Los Hermanos na indefectível canção “Lisbela” (“Eu quero a sina de um artista de cinema/ eu quero a cena onde eu possa brilhar / um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo/ um beijo imenso onde eu possa me afogar”). A fotografia. O elenco. Análises à parte, o que o filme tem de melhor mesmo é esperança.
Lisbela aceita mudar todos os planos – casamento marcado, noivo direitinho – pela novidade: Leléu, um sem-pouso. E por que não? Se não é na vida que pode tudo, onde mais vai poder? Então Guel Arraes faz do jeitinho que todo mundo espera do outro lado da tela, sem ter nada de errado nisso. Deixa o espectador satisfeito. Todo mundo vai pra casa feliz e esperançoso de que, um dia, como fez Woody Allen em “A rosa púrpura do Cairo”, a fantasia pule da tela e mude a realidade.

4 comentários:
"Lisbela", filme lindo! E por um Léleu... Ahhh! Eu também mudo! rsrs
"Lisbela", filme lindo! E por um Léleu... Ahhh! Eu também mudo! rsrs
Adoreiiiii, sou atriz, passa lá no meu depois e segue..beijos Mari
Guel Arraes e sua homenagem ao cinema do interior, salas que nao existem mais.
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