<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191</id><updated>2011-10-08T09:13:06.925-07:00</updated><title type='text'>Assim falou Mariana</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-5416905359781407418</id><published>2011-01-09T04:33:00.000-08:00</published><updated>2011-01-09T05:22:20.877-08:00</updated><title type='text'>"Poema em quadrinhos" e Orfeu e Eurídice</title><content type='html'>Muita gente (eu, inclusive) gosta de um jeito especial da história de Orfeu e Eurídice. Do herói que vai, acompanhado de sua lira, buscar a amada no inferno. É esse o ponto de partida de Dino Buzzati no livro “Poema em quadrinhos”. A grande graça é que ele não mascara as referências – coisa que algum autor mais sem noção poderia ter feito – e as assume logo de cara, com o nome dos protagonistas: Orfi e Eura. O instrumento musical ele também trocou: em vez de uma lira, um violão.  A ousadia do personagem principal, entretanto, é a mesma diante do universo desconhecido que se apresenta. Orfi e Orfeu têm isso em comum: a ausência do medo de ir além. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora Buzzati tenha morrido em 1972 com a inquietação de que queria mesmo era ser artista plástico, também como poeta ele é genial. O livro apresenta versos, que, junto com as imagens, constroem significações como “Cada um traz consigo o seu próprio mundo/ É aquilo que lhes basta, imagino”.  As mulheres são lânguidas e poderosas. Desfilam nuas pelo caminho de Orfi, e a ele são oferecidas ao longo de sua jornada. Têm no olhar o mesmo jeito desafiador de algumas mulheres dos quadrinhos do também italiano Milo Manara (de “Kama Sutra” e da série “Clic”).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de Orfeu e Eurídice certamente não é novidade para a maioria das pessoas, principalmente por já ter servido de base para tantas coisas, da peça de Vinícius de Moraes, “Orfeu da Conceição”, ao filme “Orfeu” de Cacá Diegues. Talvez seja exatamente isso que confira o grande mérito ao livro: “Poema em quadrinhos” assume a difícil tarefa de reinventar com maestria a história de Orfeu e Eurídice, e ainda a ilustra com imagens incríveis, que por vezes se expressam em ruas escuras e vazias, e num desenho sombrio para revelar o grande  - e destemido - mergulho do personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/TSm2bX7eAGI/AAAAAAAAASk/Y4NqBXPyUmw/s1600/poema%2Bem%2Bquadrinhos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 135px; height: 219px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/TSm2bX7eAGI/AAAAAAAAASk/Y4NqBXPyUmw/s320/poema%2Bem%2Bquadrinhos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5560175796361756770" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Poema em quadrinhos” / Dino Buzzati / 220 páginas / Cosac Naïfy / R$ 42&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-5416905359781407418?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/5416905359781407418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=5416905359781407418' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/5416905359781407418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/5416905359781407418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2011/01/poema-em-quadrinhos-e-orfeu-e-euridice.html' title='&quot;Poema em quadrinhos&quot; e Orfeu e Eurídice'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/TSm2bX7eAGI/AAAAAAAAASk/Y4NqBXPyUmw/s72-c/poema%2Bem%2Bquadrinhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-3005320163449620594</id><published>2010-05-19T10:18:00.001-07:00</published><updated>2010-05-19T10:19:28.795-07:00</updated><title type='text'>Julie, Julia e uma receita de mim</title><content type='html'>Filmes sobre comida sempre me fascinam.  Gosto de um jeito especial de livros de receitas: acho lindos, coloridos, e cheios de esperança. Outro dia – já faz algum tempo, entretanto -, me encantei com o livro “O pedante na cozinha”, de Julian Barnes (aquele fascinante de “O papagaio de Flaubert”). Ele queria porque queria que as receitas fossem mais específicas. Eu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí que encontro “Julie &amp; Julia” (2009), de Nora Ephron, para assistir. E fico achando incrível a forma através da qual pode emanar arte da cozinha. O filme, embora não tenha nenhuma pretensão nem arroubo de ser alguma novidade em termos de linguagem cinematográfica – e sinceramente, poucos conseguem mesmo hoje em dia -, é muito fofo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amy Adams e Meryl Streep, respectivamente Julie e Julia, estão insatisfeitas com suas vidas, embora a primeira viva nos dias atuais enquanto a segunda, na década de 1940.  O filme é lindamente colorido: a fotografia bonita das cozinhas até lembra as dos filmes “O tempero da vida” e “Sem reservas”, ambos comentados por aqui. E então Julie vai preparando as 524 receitas do livro de Julia, enquanto um ano inteiro se passa. As histórias correm em paralelo e não se encontram no final, e talvez a graça seja justamente essa: transcender tudo, até mesmo os convencionais finais felizes que a gente sempre espera, para tentar o novo e dar um basta na monotonia da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/S_Qdj-HQWNI/AAAAAAAAARg/x9z1YfXgD1k/s1600/julie-julia1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/S_Qdj-HQWNI/AAAAAAAAARg/x9z1YfXgD1k/s320/julie-julia1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5473031950968051922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-3005320163449620594?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/3005320163449620594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=3005320163449620594' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/3005320163449620594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/3005320163449620594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2010/05/julie-julia-e-uma-receita-de-mim.html' title='Julie, Julia e uma receita de mim'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/S_Qdj-HQWNI/AAAAAAAAARg/x9z1YfXgD1k/s72-c/julie-julia1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1281901870499871482</id><published>2010-03-04T13:21:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T13:56:42.780-08:00</updated><title type='text'>A rosa púrpura do Cairo e outras histórias</title><content type='html'>Acontece sempre por aí: a fantasia, uma hora – de preferência, uma bem imprevista  -, invade a realidade. Pula a tela e vem pro mundo da gente.  Em “A rosa púrpura do Cairo”(1985), Woody Allen desbanca simplesmente todo o resto de filmes que foram feitos antes e depois por uma razão simples, bem simples: pra mostrar a verdade do amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cecilia é uma garçonete que vive no limite da infelicidade. A vida só fica mais leve naqueles instantes em que senta na sala de cinema e sonha com o galã do filme. Como nem tudo é dia de chuva, a sorte lhe sorri. O galã pula a tela e nós, atônitos, acreditamos, mesmo sem querer acreditar. Ele pulou. E agora vão percorrer parques de diversão, lanchonetes, restaurantes, para espalhar o amor pela cidade inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem o ator que interpreta o personagem oferecer-lhe Hollywood. Vem o marido pedir-lhe perdão. Cecilia hesita em sair do sonho. Pode viver outro novinho em folha. Pode voltar pro pesadelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Woody Allen já disse que esse era seu filme preferido. Se eu tivesse feito, seria o meu também. “A rosa púrpura do Cairo” é destino, muito mais que escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/S5AsEIEfldI/AAAAAAAAAQ4/vhJjzQMD650/s1600-h/purple_rose_cairo_001.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 224px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/S5AsEIEfldI/AAAAAAAAAQ4/vhJjzQMD650/s320/purple_rose_cairo_001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444900398888359378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1281901870499871482?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1281901870499871482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1281901870499871482' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1281901870499871482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1281901870499871482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2010/03/rosa-purpura-do-cairo-e-outras.html' title='A rosa púrpura do Cairo e outras histórias'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/S5AsEIEfldI/AAAAAAAAAQ4/vhJjzQMD650/s72-c/purple_rose_cairo_001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1320093546183131492</id><published>2009-12-10T19:45:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T19:47:24.927-08:00</updated><title type='text'>Lisbela.</title><content type='html'>“A graça não é saber o que acontece. É saber como acontece. Quando acontece.” Com uma frase dessas, não tinha como o filme ser ruim. E eu decidi revisitá-lo tanto tempo depois só porque “Lisbela e o prisioneiro” (2003) não pode passar em branco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sotaques graciosos e cenários bem coloridos, típicos dos filmes de Guel Arraes,”Lisbela e o prisioneiro” tem tudo de bom. A trilha sonora é perfeita, e vai de Elza Soares cantando “Espumas ao vento” até Los Hermanos na indefectível canção “Lisbela” (“Eu quero a sina de um artista de cinema/ eu quero a cena onde eu possa brilhar / um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo/ um beijo imenso onde eu possa me afogar”). A fotografia. O elenco. Análises à parte, o que o filme tem de melhor mesmo é esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisbela aceita mudar todos os planos – casamento marcado, noivo direitinho – pela novidade: Leléu, um sem-pouso. E por que não? Se não é na vida que pode tudo, onde mais vai poder? Então Guel Arraes faz do jeitinho que todo mundo espera do outro lado da tela, sem ter nada de errado nisso. Deixa o espectador satisfeito. Todo mundo vai pra casa feliz e esperançoso de que, um dia, como fez Woody Allen em “A rosa púrpura do Cairo”, a fantasia pule da tela e mude a realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SyHAvJ6zD6I/AAAAAAAAAQw/peuACXsjh4E/s1600-h/lisbela.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SyHAvJ6zD6I/AAAAAAAAAQw/peuACXsjh4E/s320/lisbela.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413820143424966562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1320093546183131492?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1320093546183131492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1320093546183131492' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1320093546183131492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1320093546183131492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2009/12/lisbela.html' title='Lisbela.'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SyHAvJ6zD6I/AAAAAAAAAQw/peuACXsjh4E/s72-c/lisbela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-5473830138659037</id><published>2009-11-11T05:06:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T05:09:42.119-08:00</updated><title type='text'>“Melinda  e Melinda” e o jeito de ver</title><content type='html'>Tudo é questão de perspectiva. Woody Allen leva a afirmação a sério (na verdade, a sério e a bem-humorado) em “Melinda e Melinda” ( 2005).  Uma mulher aparece de surpresa em meio a um jantar: esse é o mote para que dois escritores criem histórias distintas, uma tragédia e uma comédia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, Melinda está presente nas duas histórias, assim como os mesmos cenários e personagens. Tudo dividido desde o início do filme que, na verdade, são três: a conversa agradável dos escritores sobre como cada um construiria sua história, a tragédia da Melinda problemática e a comédia da Melinda encantadoramente desleixada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É claro que não falta aquele clima que só Woody Allen sabe criar, com contornos cômicos que fazem lembrar “Todos dizem eu te amo” (1996) e trágicos que remetem a “Interiores” (1978). Em “Melinda e Melinda”, estão presentes também as agradáveis e habituais trilhas sonoras, além de atores como Will Ferrel e Chloë Sevigny. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A graça mesmo, além da maestria de Allen na metalinguagem, está na capacidade de transformação da mesma história em comédia ou drama, dependendo apenas da escolha de quem vê. E a vida não é assim mesmo, afinal? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Svq3eyJCf9I/AAAAAAAAAQM/viqk23X_EKo/s1600-h/MelindaMelinda1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Svq3eyJCf9I/AAAAAAAAAQM/viqk23X_EKo/s320/MelindaMelinda1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402832442467975122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-5473830138659037?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/5473830138659037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=5473830138659037' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/5473830138659037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/5473830138659037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2009/11/melinda-e-melinda-e-o-jeito-de-ver.html' title='“Melinda  e Melinda” e o jeito de ver'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Svq3eyJCf9I/AAAAAAAAAQM/viqk23X_EKo/s72-c/MelindaMelinda1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-4691896766663879296</id><published>2009-10-16T20:09:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T20:11:54.585-07:00</updated><title type='text'>uma alegria</title><content type='html'>O título do filme da vez é: segundo lugar no concurso de crítica da Walter da Silveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.dimas.ba.gov.br/critica2009/lista_de_premiados.htm"&gt;http://www.dimas.ba.gov.br/critica2009/lista_de_premiados.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se clicar nos links, dá pra ler as críticas premiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;adorei!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-4691896766663879296?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/4691896766663879296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=4691896766663879296' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4691896766663879296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4691896766663879296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2009/10/uma-alegria.html' title='uma alegria'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-416189174000803780</id><published>2009-08-04T20:12:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T20:14:40.030-07:00</updated><title type='text'>“Meu tio” e a grande alegria das coisas simples</title><content type='html'>Eis um filme que merece dias de sol por ser pura leveza: “Meu tio”, de Jacques Tati. A presença de Monsieur Hulot – interpretado pelo próprio Tati - é a única coisa capaz de encantar os dias cheios de regras do sobrinho pequeno. Na casa onde vivem o menino, a irmã e o cunhado de Hulot, tudo é automático, futurista e perfeitamente disciplinado. Mas há ali também o desalinho da infância, o anseio pela descoberta do novo, que se encontra distante – e bem distante: a simplicidade, o carinho, o não-dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tio do menino vive numa casa bagunçada, não tem mulher e nem trabalho. Na casa do menino, o assoalho está sempre limpo, e vez por outra, seus pais recebem os amigos para mostrar a mais nova descoberta da tecnologia, que sempre chega por lá. E é quando Hulot vai para a casa da irmã que o caos invade a ordem, mas traz consigo a alegria de viver que só os leves têm. Então “Meu tio” vale pela lição, pela crítica à automação do fim dos anos 50 (o filme é de 1958, mais precisamente) e pelos 110 minutos que passam rápido como só os melhores filmes conseguem fazer. Bom demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não à toa, o filme, que parece simples e na verdade, é mesmo, arrebatou Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e o prêmio especial do júri em Cannes. Apesar disso, o mérito está na fotografia impecável e na história incrível que se constrói do que existe na vida de todo mundo: presenças encantadas. Verossimilhanças à parte, Tati recria o mundo com maestria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366312598862128290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Snj44HDhZKI/AAAAAAAAAN0/sECKmwVUD5o/s320/mononcleph.jpg" border="0" /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-416189174000803780?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/416189174000803780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=416189174000803780' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/416189174000803780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/416189174000803780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2009/08/meu-tio-e-grande-alegria-das-coisas.html' title='“Meu tio” e a grande alegria das coisas simples'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Snj44HDhZKI/AAAAAAAAAN0/sECKmwVUD5o/s72-c/mononcleph.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-299413382921939521</id><published>2009-07-21T07:20:00.000-07:00</published><updated>2009-07-21T07:34:39.141-07:00</updated><title type='text'>A excêntrica família de Antonia e o pouco de cada um de nós</title><content type='html'>Como uma vida em que se vê de tudo (ou quase), “A excêntrica família de Antonia”, filme de 1995 de Marleen Gorris, traz um pouco de cada coisa que se vê por aí misturado com o que se pode imaginar. A trama gira em torno da vida e da morte de Antonia, que vive numa estrutura extremamente feminina de campos férteis e mulheres esperançosas.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mais do que o que se pode descrever, o filme traz o retrato da vida de alguém – coisa que parece simples, mas não é. “A excêntrica família de Antonia” mostra sutilezas da vida através de personagens intrigantes: a neta com inteligência acima do comum, a Madona que uiva todas as noites de lua cheia, o cético Dedo Torto, que vive rodeado de livros de Nietzsche e Schopenhauer. Todos eles e mais uma infinidade de outros igualmente interessantes vivem ao redor da agregadora matriarca Antonia, que a todos conduz com determinação e tranqüilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande desafio do filme, que ganhou Oscar de melhor filme estrangeiro em 1996, é tornar o expectador parte da grande família de Antonia, fazendo parte de seus dramas e celebrando as alegrias com os personagens. Poucos filmes o fazem tão bem. Na literatura, é possível encontrar uma sósia de Antonia na personagem Penélope Keeling, de “Os catadores de conchas”, de Rosamunde Pilcher. É tão encantadora quanto, então vale a pena. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Apesar de contar histórias por vezes dramáticas, o filme passa longe do sentimentalismo que enjoa. Para Antonia e sua excêntrica família – consangüínea ou não -, o que importa mesmo é deixar a vida passar aos poucos, bem devagarinho, bem curtida. As dores, se vierem, se vão. A alegria é o que se guarda até o final. Tudo muito natural. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360920993119668370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SmXRPWfVCJI/AAAAAAAAANs/dFJJO3MUJW8/s320/antonias%2520line.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-299413382921939521?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/299413382921939521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=299413382921939521' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/299413382921939521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/299413382921939521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2009/07/excentrica-familia-de-antonia-e-o-pouco.html' title='A excêntrica família de Antonia e o pouco de cada um de nós'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SmXRPWfVCJI/AAAAAAAAANs/dFJJO3MUJW8/s72-c/antonias%2520line.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-6167389432174972674</id><published>2009-03-15T10:23:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T10:26:25.993-07:00</updated><title type='text'>“Sim, Senhor” e o poder da comédia despretensiosa</title><content type='html'>“Sim é o novo não”. Com essa frase, os seguidores de um guru de auto-ajuda pretendem mudar suas próprias vidas. “Sim, Senhor”, que está em cartaz nos cinemas, e que tem como protagonista Jim Carrey, segue a tendência mundial proposta pelos livros de auto-ajuda: a atitude positiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer sim indiscriminadamente é o desafio ao qual se propõe o amargurado Carl Allen, depois de recusar todas as oportunidades que surgem em seu caminho. Ele podia simplesmente ter lido “O Segredo” e ter mudado de vida – como fez Oprah Winfrey; podia ter assistido a “Guerra dos Mundos” e ter pensado que o apocalipse estava próximo. Preferiu ir a contragosto à uma reunião e fazer o que todo mundo termina fazendo em meio mundo de lugar por aí: esperar por uma solução simples (pelo menos à primeira vista, obviamente): dizer sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme não tem nenhum exagero de atuação: nada, nada, nada demais. A graça está na  esperança que eu tenho em Jim Carrey (que só me conquistou depois de “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”) e na possibilidade que os filmes mais abobados têm de fazer pensar em alguma coisa. Mesmo que essa coisa seja bastante óbvia como dizer sim ao que a vida traz.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Sb05vCqi56I/AAAAAAAAAMw/3lRbuovj3YE/s1600-h/sim-senhor-1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 197px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Sb05vCqi56I/AAAAAAAAAMw/3lRbuovj3YE/s320/sim-senhor-1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313466615699007394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-6167389432174972674?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/6167389432174972674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=6167389432174972674' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6167389432174972674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6167389432174972674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2009/03/sim-senhor-e-o-poder-da-comedia.html' title='“Sim, Senhor” e o poder da comédia despretensiosa'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Sb05vCqi56I/AAAAAAAAAMw/3lRbuovj3YE/s72-c/sim-senhor-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-2708263515275522982</id><published>2009-01-18T09:47:00.001-08:00</published><updated>2009-01-18T09:48:18.861-08:00</updated><title type='text'>"Titãs - a vida até parece uma festa"</title><content type='html'>O tempo às vezes passa rápido. É esse o espírito de “Titãs – a vida até parece uma festa”, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves. Durante anos, câmeras registraram flashes do cotidiano dos Titãs: as viagens, as famílias, a hora de resgatar a mala na esteira do aeroporto, as primeiras versões das músicas, tudo. Entre uma gracinha e outra dos integrantes, coreografias e figurinos cômicos no início da carreira. É como se a gente estivesse olhando um álbum de fotografias de 15, 20 anos atrás – e de fato está. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um trabalho de mostrar a trajetória da banda, eu acho, está a importância de construir uma memória de um tempo bom. Nessa hora, importa menos que seja uma banda famosa no país e mais que todo mundo tem uma boa história pra contar. Claro que nem sempre se tem palcos grandes, iluminação e cenário ideais. Mas sempre dá pra viver uma boa história. E se não for boa na hora – o filme também dá essa receita -, pode esperar: depois (olhada assim, em retrospectiva), há de ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição do filme fica ainda melhor porque combina as imagens de arquivo – algumas inclusive com o charme de serem tremidas, com cara mesmo de quem está em casa e pega a câmera num impulso – com uma trilha sonora es-pe-ta-cu-lar. Pra quem é fã, certamente vai ficar faltando alguma música (a faixa três daquele álbum ou a cinco daquele), mas a seleção é das boas: tem “Sonífera Ilha”, “Flores”, “Bichos escrotos”, “Epitáfio” e por aí vai. Só pra deixar o gostinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários rostos conhecidos, como não podiam faltar: tem Jorge Mautner, Paula Toller, Herbert Vianna, Roberto Carlos, Chacrinha, Hebe, Raul Gil e até Jânio Quadros. Dá até pra aprender a cozinhar com os Titãs, embora a receita não seja assim, tão confiável (quem assistiu, sabe do que estou falando). Mas sempre tem quem se aventure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem estiver em Salvador, o filme pré-estréia na terça-feira (20), às 20h45, na SALA DE ARTE – CINEMA DA UFBA. O filme faz parte da 1ª Mostra Cine Brasil de Salvador, que acontece até o próximo dia 22. A sessão ainda tem bate-papo com a equipe de produção (Branco e Oscar inclusive). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SXNrUmhLoHI/AAAAAAAAAMc/BnRBtfThryk/s1600-h/Titas_22.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 211px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SXNrUmhLoHI/AAAAAAAAAMc/BnRBtfThryk/s320/Titas_22.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292691988771741810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-2708263515275522982?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/2708263515275522982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=2708263515275522982' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2708263515275522982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2708263515275522982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2009/01/tits-vida-at-parece-uma-festa.html' title='&quot;Titãs - a vida até parece uma festa&quot;'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SXNrUmhLoHI/AAAAAAAAAMc/BnRBtfThryk/s72-c/Titas_22.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-4023415301628434693</id><published>2009-01-02T07:27:00.000-08:00</published><updated>2009-01-02T07:32:10.332-08:00</updated><title type='text'>Um beijo roubado (e esperado)</title><content type='html'>A vida dá voltas, as pessoas dizem. E foi para provar isso que Wong Kar Wai fez o incrível “Um beijo roubado” (2007). Embora haja outros filmes dele com ritmos mais lentos e mais característicos de seu cinema, “My blueberry nights” (título original em inglês) me conquistou até não poder mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um beijo roubado” é um filme doce, sutil, e que se constrói de esperas (a temática que Kar-Wai nunca deixa escapar). Jeremy (Jude Law) e Elizabeth (Norah Jones) se encontram numa madrugada e vão se conhecendo através de conversas sobre chaves que as pessoas deixam em bares e histórias de despedidas. E uma curiosidade de Elizabeth de experimentar a torta que sempre sobra no balcão, a blueberry pie. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tempo não pára dentro do filme: viagens, cartas sem endereço de remetente, novas pessoas, novos cenários, tudo acontece. Só que há ainda aquela vontade de jogar o passado distante ao largo para que seja possível olhar para trás de novo e resgatar o que se deixou há pouco tempo. E vivê-lo. Talvez aí esteja a grande sacada do filme (mas é que eu ando suspeita para falar disso ultimamente): fechar todas as portas do passado para terminar de abrir a que se deixou entreaberta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trilha é incrível, as cores do filme são espetaculares e há uma graça extra pelo filme se passar em grande parte nas madrugadas. É quando se encontram todos os que andam vagando por aí: marginais, problemáticos, gente sem razão ou que simplesmente precisa se encontrar. É um caminho torto de encontro, mas ainda assim um encontro. Então vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem ainda Natalie Portman e Rachel Weisz no meio da história toda, mas sinceramente eu não tive olhos para mais ninguém além de Jeremy, Elizabeth e da história toda que se constrói quando menos se espera, e da espera. É lindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SV4yo8XHk2I/AAAAAAAAAJM/UOYwnIbHzWk/s1600-h/myblueberrynights_11.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SV4yo8XHk2I/AAAAAAAAAJM/UOYwnIbHzWk/s320/myblueberrynights_11.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5286718691558789986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-4023415301628434693?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/4023415301628434693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=4023415301628434693' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4023415301628434693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4023415301628434693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2009/01/um-beijo-roubado-e-esperado.html' title='Um beijo roubado (e esperado)'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SV4yo8XHk2I/AAAAAAAAAJM/UOYwnIbHzWk/s72-c/myblueberrynights_11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-3477123357904975017</id><published>2008-12-10T03:19:00.000-08:00</published><updated>2008-12-10T03:22:55.954-08:00</updated><title type='text'>Monika e o desejo: a liberdade,  por Bergman</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;a Daniel Oliva, que me ensinou a amar Bergman&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, os verões! Quem nunca tiver se rendido a um, que atire a primeira pedra. É essa a questão fundamental em “Monika e o desejo” (1953), de Ingmar Bergman: como podemos nos render ao que sabemos passageiro, fugaz, finito? A resposta, ou seja, como, talvez nem esteja no filme, mas é poder se render que está. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Godard, “Monika e o desejo” era o “filme mais original do mais original dos cineastas”. De fato, o filme se parece pouco com qualquer coisa que eu tenha assistido antes: poucas vezes vi alguém fazer cinema assim, tão livre. E não se trata de recursos de imagem, mas de história. Difícil mesmo é subverter os roteiros que guardamos na memória, sair do lugar-comum ao qual estamos acostumados. E é justamente isso que Bergman faz com maestria em “Monika e o desejo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história começa como tantas outras: um rapaz e uma moça (a nossa Monika) se apaixonam e juntos, têm vontades de fugir e largar tudo. Largam. Vão viver distantes da sociedade, longe de seus trabalhos e famílias, como se só se pudesse ser feliz de verdade abdicando a tudo. É um tempo feliz, aquele, mas que acaba com o fim do verão. É quando o rapaz acorda e sente que “o dia está diferente” – como ele mesmo considera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas “Monika e o desejo” é um filme sobre liberdade e outras questões que vão levar ao maio de 1968: a juventude chegando, os anseios de gente que até então não existia aos olhos do mundo e passa a existir. E tem desejos. Monika, a protagonista, ama somente os verões, os ventos que circulam livres, e então percebe que ajudou a erigir sua própria prisão. E desmonta tudo. Se o rapaz do filme pudesse ter-lhe dedicado um poema, seria o Epigrama nº 8, de Cecília Meireles: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Encostei-me a ti, sabendo bem que&lt;br /&gt;Eras somente onda.&lt;br /&gt;Sabendo que eras nuvem, depus a &lt;br /&gt;Minha vida em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabia bem tudo isso, e dei-me&lt;br /&gt;Ao teu destino frágil,&lt;br /&gt;Fiquei sem poder chorar quando caí”.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais embrutecido dos expectadores há de ficar atônito com “Monika e o desejo”. Pronto, não digo mais nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/ST-mUhRZfGI/AAAAAAAAAJE/pgXk4OLNUYo/s1600-h/monika.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/ST-mUhRZfGI/AAAAAAAAAJE/pgXk4OLNUYo/s320/monika.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278120159760448610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-3477123357904975017?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/3477123357904975017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=3477123357904975017' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/3477123357904975017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/3477123357904975017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/12/monika-e-o-desejo-liberdade-por-bergman.html' title='Monika e o desejo: a liberdade,  por Bergman'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/ST-mUhRZfGI/AAAAAAAAAJE/pgXk4OLNUYo/s72-c/monika.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-7071115109218869794</id><published>2008-11-30T15:42:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T15:45:16.582-08:00</updated><title type='text'>“Juno” e a fórmula de sucesso do filme alternativo</title><content type='html'>Um punhado de músicas indie. Protagonistas problemáticos, rodeados de outros personagens cheios de manias e neuroses. Figurinos excêntricos. É juntar tudo isso que a gente chega fácil na fórmula que garante sucesso a filmes como “Juno” (2007) e “Pequena Miss Sunshine” (2006). Não é que sejam ruins nem bons por isso, mas seguem uma tendência que, se Woody Allen pudesse ter adivinhado que ia acontecer, teria deixado muitos bons filmes de sua carreira só na idéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim também é encantador ver um filme com Velvet Underground, Buddy Holly, Cat Power e Belle and Sebastian na trilha sonora, como acontece em “Juno”, mas isso não resolve o resto todo. Na trilha, tem também aquelas canções em que a banda vai numa direção e as vozes vão em outra – o que garante algum prestígio junto a uma determinada classe de ouvintes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fico pensando é se as pessoas crêem mesmo que “Juno”, de Jason Reitman, é um filme despretensioso só porque não acontece nada nele. Aí tem também festejar tanto a roteirista Diablo Cody, que ganhou o Oscar por ser ex-stripper e ex-operadora de telesexo (que era só o que se comentava sobre ela na época da entrega do prêmio).  Mas a Juno, interpretada por Ellen Page, é mesmo bonitinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história? Juno engravida de seu melhor amigo e decide entregar seu filho à adoção. A facilidade da explicação me faz lembrar de um professor que diz que é para ter medo quando a gente consegue falar sobre o que o filme trata assim, tão rápido. Não é que o filme seja ruim, admito: é só que coloca a fórmula do filme alternativo em prática sem encantar, fica faltando aquele ar de maravilha quando termina. Já “Pequena Miss Sunshine”, eu acho, não deixa faltar nada: é cheio de delicadezas e se realiza bem dentro do que propõe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Juno” se impõe mesmo pela trilha sonora, mas o tão-festejado roteiro deixa a desejar, já que no filme não acontece nada além do previsto: é uma linha reta. E vamos combinar: a graça do cinema (e da vida) é a surpresa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/STMlafLeVhI/AAAAAAAAAHI/O-0K6LOizjI/s1600-h/juno31.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 191px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/STMlafLeVhI/AAAAAAAAAHI/O-0K6LOizjI/s320/juno31.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5274600725557433874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-7071115109218869794?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/7071115109218869794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=7071115109218869794' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/7071115109218869794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/7071115109218869794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/11/juno-e-frmula-de-sucesso-do-filme.html' title='“Juno” e a fórmula de sucesso do filme alternativo'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/STMlafLeVhI/AAAAAAAAAHI/O-0K6LOizjI/s72-c/juno31.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-8906683063626225864</id><published>2008-11-25T00:29:00.001-08:00</published><updated>2008-11-25T00:36:54.232-08:00</updated><title type='text'>A Bela, a Fera e o cinema do possível</title><content type='html'>Não é à toa que os filmes mais bonitos entram fácil na categoria fantasia. Aliás, são os que escapam da prateleira “Romance” – não coincidentemente, claro – os que oferecem as melhores doses de amor feliz. Não deve ser somente pelos personagens que não são humanos – assim eu, desconfiada, penso. Deve ser porque o amor bom demais tem mesmo que ir pra a classificação de “Fantasia”.  Aí é que entra “A Bela e a Fera” (1946), de Jean Cocteau. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo para os fãs do colorido e das músicas de “A Bela e a Fera”, da Disney, não fica faltando cor nem história nem nada no de Cocteau. Em preto-e-branco, eu diria, a história tão conhecida fica cheia de contornos poéticos, com uma fera interpretada por Jean Marais, já íntimo de quem gosta do cinema que é bom demais para ser verdade por “Pele de Asno” (1970), de Jacques Demy. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delicadeza que a atriz Josette Day imprime à Bela é ótima, mas Jean Marais está espetacular. Consegue fazer com que a gente – exatamente como a Bela – vá mudando de sentimento em relação à Fera. O que parece tão assustador é, na verdade, um bicho ferido com ânsias de se defender. Mas então a história segue (nenhuma pára) só para provar que a Bela de carne e osso de Cocteau acreditava naquela frase dele mesmo: “Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez”. De repente, a história não precisava ser desenho animado para existir: podia ser com gente parecendo gente também. E como Cocteau é convincente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os figurinos são maravilhosos (assim mesmo) e os efeitos especiais são bonitos, ainda que não cheios de recursos como é possível hoje em dia. Talvez a graça esteja exatamente aí: Cocteau mostra que é possível aproximar o conto de fadas da vida real. Só vendo para crer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSu5BsttU6I/AAAAAAAAAHA/cEZ96rfDH5U/s1600-h/La-Belle-et-la-Bete_l.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSu5BsttU6I/AAAAAAAAAHA/cEZ96rfDH5U/s320/La-Belle-et-la-Bete_l.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272511227601179554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-8906683063626225864?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/8906683063626225864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=8906683063626225864' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/8906683063626225864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/8906683063626225864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/11/bela-fera-e-o-cinema-do-possvel.html' title='A Bela, a Fera e o cinema do possível'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSu5BsttU6I/AAAAAAAAAHA/cEZ96rfDH5U/s72-c/La-Belle-et-la-Bete_l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-2778005428823162309</id><published>2008-11-18T14:03:00.000-08:00</published><updated>2008-11-18T14:07:10.980-08:00</updated><title type='text'>Romance: o meu, o seu e o de Guel Arraes</title><content type='html'>O cinema nacional tem salvação, eu vi. Depois de “Todas as mulheres do mundo”, de Domingos de Oliveira, ficou faltando para mim mais um nacional arrebatador, que carregasse consigo a mesma doçura. Encontrei em “Romance”, de Guel Arraes. É claro que foi preciso muita delicadeza para tratar da história de Tristão e Isolda, de Bédier, mas isso, Guel faz com sutilezas de olhares desviados, gestos mínimos. E lindamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto da mistura entre teatro e cinema. Gosto do figurino. Gosto da metalinguagem que me lembrou um filme que amo: “A mulher do tenente francês” (1981), de Karel Reisz. Em “Romance”, tem cinema dentro do filme. Ainda mais: tem também algumas peças de teatro e uma história de amor como poucas: a de Tristão e Isolda, a que deu origem ao amor romântico (aqui vale ler “We”, de Robert Johnson, que fala da visão da psicologia da história deles). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Romance” foge daquela reclamação usual no cinema nacional de que parece novela. Não parece. Parece um filme, mas ainda melhor: fiquei desejando mais quando chegou ao final. Bons cortes de imagem e a fotografia é bem bonita. Os atores estão bem. E o filme tem aquela leveza difícil de se conseguir, principalmente quando se propõe a falar de uma história tão conhecida, daquelas que mesmo quem nunca ouviu falar em Tristão e Isolda conhece, por conhecer o amor. Mas não é cheia de clichês. É ousada, e a graça está exatamente aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois li no &lt;a href="http://www.romanceofilme.com.br/blog"&gt;blog&lt;/a&gt; do filme que Guel orientou Wagner Moura (o Tristão) a ter algumas referências. No meio delas, tem “Jules et Jim” (um dos meus favoritos do mundo inteiro) e, curiosa mas não absurdamente, “Todas as mulheres do mundo”. Ficou lindo. E tem no elenco Letícia Sabatella, Vladimir Brichta, Marco Nanini, Andréa Beltrão, Zé Wilker...eu adorei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é de matar quando Caetano começa a cantar “Nosso estranho amor”. Cinema é reconhecimento, não é? Então tá. Não costumo falar de filme assim, tão recente que ainda esteja no cinema, mas esse mereceu. Vão lá correndo descobrir por que.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSM77WYan1I/AAAAAAAAAGc/6G8h_SmTgSM/s1600-h/romance.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 142px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSM77WYan1I/AAAAAAAAAGc/6G8h_SmTgSM/s320/romance.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5270121879759920978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-2778005428823162309?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/2778005428823162309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=2778005428823162309' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2778005428823162309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2778005428823162309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/11/romance-o-meu-o-seu-e-o-de-guel-arraes.html' title='Romance: o meu, o seu e o de Guel Arraes'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSM77WYan1I/AAAAAAAAAGc/6G8h_SmTgSM/s72-c/romance.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-5369629128445556233</id><published>2008-11-14T03:15:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T03:17:22.258-08:00</updated><title type='text'>"Sem Reservas"  e o doce na medida certa</title><content type='html'>Filmes sobre comida sempre me chamam especial atenção, mais pelo que revelam das pessoas do que pelos pratos em si (claro que é sempre bom). Geralmente, são filmes despretensiosos e que terminam mostrando alguma coisa fofa – mas quem quer que tenha visto “O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante”, de Greenaway, há de concordar que toda regra tem suas exceções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De “Sem Reservas”, filme de 2007 de Scott Hicks (o mesmo de “Shine”), não esperei muito e confesso: o filme superou minhas expectativas. Kate, interpretada por Catherine Zeta-Jones, é chef de um bom restaurante e vive sozinha até ter de cuidar de sua sobrinha Zoe, que é a fofíssima Abigail Breslin, a Olive de “Pequena Miss Sunshine”. Quem aparece na história também é o subchef Nick (Aaron Eckhart). O que é interessante é que o filme começa mesmo depois da tragédia: antes, é mera apresentação de personagens. E o que se espera de cinema é história, desenrolar, conflitos, soluções. Nisso, “Sem Reservas” não deixa faltar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O que surpreende mesmo é a capacidade de ser um filme leve, bonito até. A fotografia é bem feita, os personagens são cativantes e vamos combinar: nem tudo nesta vida precisa ser Godard. A trilha é do Philip Glass, o mesmo que assinou a de “As Horas”, de 2002. Com todos os ingredientes na medida certa (embora sem nenhum exagero de perfeição, já que não tem essa pretensão), “Sem Reservas” é doce sem passar do ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SR1eKNd0iNI/AAAAAAAAAGU/WblFzg3lLWM/s1600-h/sem-reservas07.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SR1eKNd0iNI/AAAAAAAAAGU/WblFzg3lLWM/s320/sem-reservas07.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5268470668599789778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-5369629128445556233?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/5369629128445556233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=5369629128445556233' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/5369629128445556233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/5369629128445556233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/11/sem-reservas-e-o-doce-na-medida-certa.html' title='&quot;Sem Reservas&quot;  e o doce na medida certa'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SR1eKNd0iNI/AAAAAAAAAGU/WblFzg3lLWM/s72-c/sem-reservas07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-2870150511213966488</id><published>2008-10-24T14:14:00.000-07:00</published><updated>2008-10-24T14:28:15.749-07:00</updated><title type='text'>Jean Vigo e o amor</title><content type='html'>Se Truffaut disse que Jean Vigo fez uma obra-prima em “O Atalante” (1934), quem sou eu para desdizer? Minha estréia em Vigo não podia ser melhor nem com mais timing: entrou fácil para a lista dos favoritos dos que falam sobre o amor (encabeçada, sem sombra de dúvida, por “Um homem, uma mulher”, de Claude Lelouch).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme começa numa viagem – dessas de navio, rumo ao desconhecido, como é todo amor – na qual embarcam os recém-casados Jean e Juliette.  Os diálogos são lindos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você não sabe que pode ver a pessoa que ama na água? Quando eu era pequena, via essas coisas. No ano passado, vi você e o reconheci na primeira vez que foi à minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uma e outra noite em Paris, o amor vira dúvida, e Jean e Juliette decidem se distanciar: ela, porque prefere fugir do navio a ter que aceitá-lo; ele, porque seu orgulho o faz recusar-se a procurar por ela. Mas os caminhos sem amor se mostram sempre mais tortuosos do que se espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da graça típica de um amor vivido em preto-e-branco, quase alheio à importância das outras cores, como um amor que se basta do jeito que é, o filme é poesia. O navio de Jean Vigo é puro final feliz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SQI9m3kVRoI/AAAAAAAAAGM/ej6TJvGGKGQ/s1600-h/latalante-0113.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 290px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SQI9m3kVRoI/AAAAAAAAAGM/ej6TJvGGKGQ/s320/latalante-0113.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5260835052682823298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-2870150511213966488?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/2870150511213966488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=2870150511213966488' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2870150511213966488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2870150511213966488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/10/jean-vigo-e-o-amor.html' title='Jean Vigo e o amor'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SQI9m3kVRoI/AAAAAAAAAGM/ej6TJvGGKGQ/s72-c/latalante-0113.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-8038280687283486541</id><published>2008-10-19T14:25:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T14:28:18.533-07:00</updated><title type='text'>O amor pela comida, o amor e a comida</title><content type='html'>Muitos filmes falam bem do amor pela comida, mas Politik Kouzina (“O tempero da vida”, no título em português), de 2003, consegue ir além: trata da íntima relação entre o amor e a comida. Mais ainda: o diretor Tassos Boulmetis decide falar de temperos privilegiando a boa fotografia, a que deixa o espectador com vontade de estar lá. Se o cinema tivesse cheiro, certamente o filme seria uma boa oportunidade de sentir canela e noz moscada no ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, o mote principal é a vida do menino Fanis e sua relação de amizade com seu avô, que o ensinou sobre os segredos da boa mesa. A vida de Fanis muda depois de ser deportado para a Grécia com seus pais, e inicia, durante vários anos, uma jornada de volta à Turquia, que promete algumas dores no caminho. A graça é que voltar a si mesmo – nisso o filme não mente – sempre carrega um pouco de abandono em nome do aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há o amor. Por ele, o filme pára um pouco e mostra, em vez de barulhentos jantares com toda a família de Fanis em volta da mesa, uma dança, um pedido, um prato feito com amor. E uma recordação que se deixa para sempre, inabalável até mesmo pelo tempo e pela distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O tempero da vida” termina por fazer alguns carinhos no espectador, seja com tomadas belas ou com a delicada trilha sonora, que se faz perceptível sem que invada ou atrapalhe as cenas. O elenco é bom e seus personagens parecem algum lugar já conhecido, quase como se fosse fácil demais se afeiçoar por cada um deles. O filme aparece dividido em três partes: os antepastos, o prato principal e as sobremesas, contando, assim, a história em início, meio e fim. E o mais curioso de tudo é que não há propriamente um fim, mas um tempero diferente emprestado à mesma vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SPumKqwKqQI/AAAAAAAAAGE/1gpiQlx-JZQ/s1600-h/temperodavida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SPumKqwKqQI/AAAAAAAAAGE/1gpiQlx-JZQ/s320/temperodavida.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5258979692090403074" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-8038280687283486541?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/8038280687283486541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=8038280687283486541' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/8038280687283486541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/8038280687283486541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/10/o-amor-pela-comida-o-amor-e-comida.html' title='O amor pela comida, o amor e a comida'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SPumKqwKqQI/AAAAAAAAAGE/1gpiQlx-JZQ/s72-c/temperodavida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-5728254170420675748</id><published>2008-09-04T12:22:00.000-07:00</published><updated>2008-09-04T12:27:27.801-07:00</updated><title type='text'>Wong Kar Wai e o "Amor à flor da pele"</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CMariana%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tempo passando em cortes abruptos, Wong Kar Wai brincando de &lt;i style=""&gt;fade in&lt;/i&gt; e&lt;i style=""&gt; fade out&lt;/i&gt; com luz e escuridão: tem tudo isso em “Amor à flor da pele” (2000). O filme é um tratado sobre descoberta e segredo, desejo e resistência, afirmação e negação. Tantos elementos paradoxais juntos não fazem do filme uma confusão, mas uma realidade que existe na história de todo mundo: como seria se não nos negássemos algumas coisas e aceitássemos outras de bom grado?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No enredo, um certo sr. Chow e uma certa sra. Chan se encontram diante do dilema de terem seus cônjuges tendo um caso. Passam a ser parceiros de madrugadas e escrevem juntos – ele queria escrever, mas não tinha coragem. Com ela, ele escreve-, como se cada pessoa fosse um território inexplorado e estivesse esperando apenas por outra para se desfazer em talentos, alegrias e riso. “Os sentimentos podem crescer de repente”, sr. Chow diz.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O tempo passa rápido, em cortes implacáveis: é preciso correr para viver o amor. É preciso ter pressa para viver no intervalo entre o passado e o futuro: no passado, não se pode tocar; do futuro, não se sabe. &lt;st1:personname productid="em Wong Kar Wai" st="on"&gt;Em  Wong Kar Wai&lt;/st1:personname&gt;, o amor que é deixado para depois fica sem ser.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas não para sempre: quatro anos depois de “Amor à flor da pele”, o diretor volta para o quarto 2046 onde o sr. Chow esteve e filma “2046 – Segredos do Amor”. É como se Kar Wai desse uma segunda chance ao sr. Chow: já que não podia tocar no passado, que se entendesse então com o futuro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E há a árvore dos segredos em “Amor à flor da pele”. Quem tem um segredo, abre um buraco numa árvore, conta e depois cobre com lama. O amor está exatamente no que não é dito, no que parece ridículo ou absurdo demais para ser pronunciado. Por isso, tantos silêncios acompanham o filme: a trilha toca alto para deixar os amantes entregues somente a si mesmos. O amor &lt;st1:personname productid="em Wong Kar Wai" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Wong Kar" st="on"&gt;em Wong Kar&lt;/st1:personname&gt; Wai&lt;/st1:personname&gt; é assim: sutil, delicado, sem arroubos românticos nem beijos molhados. É delicado – como seus personagens – e, de repente, o filme fica sem precisar de um final feliz: não são todos os amores felizes enquanto há amor?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SMA15PIB8jI/AAAAAAAAAF8/mK9muKoppa0/s1600-h/inthemoodforlove.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SMA15PIB8jI/AAAAAAAAAF8/mK9muKoppa0/s320/inthemoodforlove.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242249223688286770" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-5728254170420675748?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/5728254170420675748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=5728254170420675748' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/5728254170420675748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/5728254170420675748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/09/wong-kar-wai-e-o-amor-flor-da-pele.html' title='Wong Kar Wai e o &quot;Amor à flor da pele&quot;'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SMA15PIB8jI/AAAAAAAAAF8/mK9muKoppa0/s72-c/inthemoodforlove.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-2810473357669145833</id><published>2008-08-18T16:12:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T14:32:02.926-07:00</updated><title type='text'>Sobre heroínas de Jane Austen e afins</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para Quito, que sempre apostou em mim como heroína de Jane Austen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de assistir a “A Casa do Lago”, que comentei há uns posts atrás, li “Persuasão”, de Jane Austen, livro ao qual os personagens do filme se referem. O livro é o que atravessa a barreira temporal imposta ao amor de Kate e Alex. Outros obstáculos permeiam a história do capitão Wentworth e de Anne Elliot no livro: para não incorrer em fuga ao tema, Jane Austen cria novamente o empecilho da distinção de classes sociais. Embora tenha certeza de que a decisão vá deixá-la infeliz, Anne prefere renunciar ao amor a ir contra o que dizem as pessoas que lhe importam. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem menos lindo e bem menos impactante que “Orgulho e preconceito”, nem por isto “Persuasão” deixa de ser bom. Aliás, é bom porque é Jane Austen, e, dessa vez, a autora mostra uma mulher que não é altiva por natureza, mas que aprende a decidir por conta própria. E embora o final feliz da história seja bastante previsível (e por que os finais não devem ser felizes?), de repente não há absolutamente nada de errado com isso. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto sempre da complexidade que Jane imprime em seus personagens principais: em meio a vários ordinários, surgem sempre os dois, confusos e com um turbilhão de sentimentos que evitam e fogem tanto que no fim desistem de fugir. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E o livro todo podia se resumir nisso aqui:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Your countenance perfectly informs me that you were in company last night with the person whom you think the most agreeable in the world, the person who interests you at this present time more than all the rest of the world put together".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém criou um quiz em que dá para descobrir que heroína de Jane Austen você é. Embora eu ame Elizabeth Bennet (de “Orgulho e Preconceito”), tive de aceitar ser Anne Elliot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://quizfarm.com/test.php?q_id=84984"&gt;Which Jane Austen heroine are you&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;You scored as a &lt;span class="heading14bold"&gt;Anne Elliot&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;You're Anne Elliot from Persuasion! You are adept at music and foreign language. You're quite reserved, and trust the guidance of your friends and relatives, but you also believe in following your heart. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-2810473357669145833?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/2810473357669145833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=2810473357669145833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2810473357669145833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2810473357669145833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/08/sobre-heronas-de-jane-austen-e-afins.html' title='Sobre heroínas de Jane Austen e afins'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1865811260861722092</id><published>2008-08-08T18:40:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T14:34:02.243-07:00</updated><title type='text'>“Paris, Texas”: o estrangeiro de Wim Wenders</title><content type='html'>Um filme influenciado pela estética do pintor Edward Hopper não pode ser ruim. Autor do famoso “Nighthawks”, Hopper pintava os solitários: a mulher que acorda sozinha, os insones, o casal que senta junto no bar de madrugada, mas cujos cotovelos não se tocam. Foi inspirado na solidão habitual de alguns que Wim Wenders criou “Paris, Texas”.   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo nas primeiras cenas do filme de 1984, o personagem se apresenta: Travis anda pelo deserto sem destino. Não há como não associá-lo à obra imortal de Albert Camus, “O Estrangeiro”. O livro de Camus é puro vazio existencial: exatamente como acontece em “Paris, Texas”: Travis tenta se preencher de todas as formas em sua reaproximação da vida convencional. Uma delas é descobrir como parecer um pai, quando é questionado se prefere parecer com um pai rico ou pobre. Rico, ele responde, como se pudesse comprar com isto o direito de parecer um pai. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inexistência de emoções aparece tanto no filme de Wim Wenders como no livro de Camus: cada um à sua maneira, mas igualmente inadequados, os personagens vivem numa espécie de torpor. Tanto Mersault – de Camus – quanto Travis são indiferentes ao que o destino lhes reserva. O final de Wim Wenders, entretanto, se mostra mais &lt;i style=""&gt;beatnik&lt;/i&gt; que o de Camus: não lhe restando mais nada a fazer e tendo cumprido exatamente o que pretendia, Travis se entrega à sorte que lhe é inerente. A falta de perspectiva é que determina o destino do personagem, que, apesar disto, cativa o espectador. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse tanto, o roteiro é assinado por Sam Shepard. Também ele empresta a alma &lt;i style=""&gt;beat&lt;/i&gt; de seus escritos para o filme, que é baseado num livro seu. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Embora haja tanta solidão em “Paris, Texas”, o espectador é conquistado desde a primeira cena, o que faz com que não se revolte contra Travis no final. Um filme delicado sobre a não menos delicada natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SJz10rBo4HI/AAAAAAAAAF0/TXbvFXkeii8/s1600-h/paris_texas_01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SJz10rBo4HI/AAAAAAAAAF0/TXbvFXkeii8/s320/paris_texas_01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232327152349274226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1865811260861722092?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1865811260861722092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1865811260861722092' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1865811260861722092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1865811260861722092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/08/paris-texas-o-estrangeiro-de-wim.html' title='“Paris, Texas”: o estrangeiro de Wim Wenders'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SJz10rBo4HI/AAAAAAAAAF0/TXbvFXkeii8/s72-c/paris_texas_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-4644852510830173043</id><published>2008-08-07T20:01:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T14:35:42.132-07:00</updated><title type='text'>A Casa do Lago e a carta do enforcado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As cartas não mentem nunca: nem as ridículas de Fernando Pessoa nem as de tarô. Faz tempo que a carta do enforcado aparece no meio do destino: é preciso um pouco de sacrifício, deixar ir embora o que precisa ir e aceitar o novo. Dar um passo adiante. Em menos de uma semana, “A Casa do Lago” e a carta do enforcado ali, pela milésima vez.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do filme: as pessoas quase não pensam mais em trocar cartas porque não sabem mais esperar pela resposta do outro. Perguntam quase sem querer ouvir. Então, Sandra Bullock e Keanu Reeves começam a se corresponder; ele em 2004, ela em &lt;st1:metricconverter productid="2006. A" st="on"&gt;2006. A&lt;/st1:metricconverter&gt; diferença no tempo não importa tanto, o que me lembra um fragmento de Artur da Távola: “Não me refiro ao olhar apaixonado. Falo de algo além, o olhar que paralisa o outro. Que se apavora de adivinhar-se possivelmente feliz e se descobre em profundidade e espanto no poço do outro, no fundo do qual mora uma certeza nunca antes confirmada”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;É o que Kate e Alex vivem: encontram sem procurar algo que esperavam para que a vida fosse mais feliz. O final nem importa tanto – afinal, não são os inícios e os meios o que a gente guarda do que é bom? &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia é bonita, a trilha sonora vale a pena, e o filme é um água-com-açúcar mais sutil do que os que andam por aí, daí sua beleza. Vale também pelas referências que traz, como o livro “Persuasão”, de Jane Austen, que serve de elo entre os personagens. E a carta do enforcado entra aí: em “Persuasão”, não se fala de espera, como se diz no filme, mas de fuga: de como é mais difícil aceitar o que é bom do que se resignar com o que é medíocre ou ruim. Ou de como os amores menores nos doem menos. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o filme vale a pena. É como meu avô dizia, depois de assistir a “Before sunset”: “É um tapa na cara”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O resto, ficou a cargo da carta do enforcado. E de um poema de Clarice Lispector que lembro:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Mas há a vida &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há a vida&lt;br /&gt;que é para ser&lt;br /&gt;intensamente vivida,&lt;br /&gt;há o amor.&lt;br /&gt;Que tem que ser vivido&lt;br /&gt;até a última gota.&lt;br /&gt;Sem nenhum medo.&lt;br /&gt;Não mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SJu30CtoaDI/AAAAAAAAAFs/lsg8SuwsHJo/s1600-h/the+lake+house.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SJu30CtoaDI/AAAAAAAAAFs/lsg8SuwsHJo/s320/the+lake+house.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231977496830306354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-4644852510830173043?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/4644852510830173043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=4644852510830173043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4644852510830173043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4644852510830173043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/08/casa-do-lago-e-carta-do-enforcado.html' title='A Casa do Lago e a carta do enforcado'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SJu30CtoaDI/AAAAAAAAAFs/lsg8SuwsHJo/s72-c/the+lake+house.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-3541274141481951730</id><published>2008-07-30T07:09:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T14:40:40.252-07:00</updated><title type='text'>O lobo não tão mau e a chapeuzinho não tão mocinha assim</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda cabe no mundo tanto dualismo? A pergunta fica no ar depois de assistir a “A companhia dos lobos” (1984), de Neil Jordan. Mas cabe: até mesmo porque cada coisa tem seu oposto no lado de dentro.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme tem a indiscutível cara dos anos 80, mas talvez seja menos Sessão da Tarde que “Te pego lá fora” ou “Curtindo a vida adoidado”. Porque desde as primeiras cenas, a atmosfera é indiscutivelmente onírica, com uma trilha musical de suspense que acompanha quase todas as seqüências. As lentes da câmera são envoltas por uma bruma característica de sonho, e os lobos, que, na minha opinião, são os grandes protagonistas do filme, continuam se constituindo num grande mistério. &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há a destemida adolescente que, movida pelo impulso próprio das descobertas, vai ao encontro do lobo. Até procura por ele, mesmo sabendo que precisa dele fugir, depois de tantas estórias contadas por sua avó. O terno e protetor amor do rapaz de sua idade não lhe interessa tanto. É o encanto que só o desconhecido tem que fascina, e é ao encontro dele que ela vai. Ignora todos os avisos e nos apresenta uma mocinha não tão inocente: a que assume o risco e vai adiante. &lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diálogos e jogos de palavras são o que há de mais interessante sobre o filme. Numa aposta com o desconhecido para ver quem chega primeiro à casa de sua avó, a menina dá como garantia o desejo de seu coração. Ele, em contrapartida, oferece sua bússola. Um tanto desigual. A aposta termina exatamente numa releitura contemporânea (dos anos 80, mas vamos lá) da história da Chapeuzinho Vermelho, mas nas diferenças é que se encontram as melhores partes do filme. Ao encontrar e machucar o lobo que a queria devorar, a menina corre em sua direção e o abraça: “Perdão. Não sabia que lobo chorava”, diz. Mas choram sim, na ficção e mais (muito mais) na realidade.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do filme, uma frase resume tudo o que ele passou: “A língua mais doce tem os dentes mais afiados”. Para quem gosta de tempestade em vez de calmaria, todo cuidado é pouco.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SJB7QSWcVtI/AAAAAAAAAFk/8J1FDm-N4Wk/s1600-h/companyofwolves3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SJB7QSWcVtI/AAAAAAAAAFk/8J1FDm-N4Wk/s320/companyofwolves3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5228814687111239378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-3541274141481951730?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/3541274141481951730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=3541274141481951730' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/3541274141481951730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/3541274141481951730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/07/o-lobo-no-to-mau-e-chapeuzinho-no-to.html' title='O lobo não tão mau e a chapeuzinho não tão mocinha assim'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SJB7QSWcVtI/AAAAAAAAAFk/8J1FDm-N4Wk/s72-c/companyofwolves3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-603547979992333742</id><published>2008-07-25T20:49:00.000-07:00</published><updated>2008-10-19T14:41:59.829-07:00</updated><title type='text'>V de Vingança, A de todo o resto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O cinema deve sempre estar à serviço das não-coincidências que a gente não costuma perceber. Ainda não entendi por que essa coisa de gente mascarada nos filmes sempre me derrete o coração. Daí que &lt;i style=""&gt;V de Vingança(2006)&lt;/i&gt; podia ser um filme violento, cheio de vingança e sangue, mas não: é um filme de amor. Não seria um &lt;i style=""&gt;Fantasma da Ópera&lt;/i&gt; modernoso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que eu sou público-alvo do povo que segue à risca a narrativa de Griffith. Eu gosto do linear. Não torço o nariz pros clichês e, sendo assim, &lt;i style=""&gt;V de Vingança&lt;/i&gt; não fica devendo nada a ninguém: a fotografia é bonita, toca &lt;i style=""&gt;Cry me a river&lt;/i&gt; na versão de Julie London duas vezes (e em dois momentos ótimos), isso tudo sem falar em V que é tão cheio de complexidades e, no fundo, tão simples. Vai ver que eu ando mesmo sentimental.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natalie Portman, mais uma vez, dá um show. A história futurista funciona sem ser fantasiosa demais, o roteiro é interessante e o filme prende a atenção. Tem também a vantagem de ser “adaptação” dos quadrinhos, o que é uma coisa que gosto bastante. Alguns questionamentos que podem ser feitos e ficam sem uma resposta convincente são: por que o governo deixou de caçar Evey depois que ela sai pela segunda vez da casa de V? Para onde ela vai, se a casa dela estava sendo vigiada pelo governo? Onde ela arranja os documentos falsos e com quem?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim, isso nem importa tanto: é mesmo bonitinha a história dela com V. Isso sem falar na metalinguagem ótima estabelecida com &lt;i style=""&gt;O conde de Monte Cristo&lt;/i&gt;, outro filme igualmente genial dentro da mesma temática. E ainda tem uma comparação entre V e Edmond Dantes (protagonista do segundo filme) que vale muito. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O texto original é de Alan Moore (!), a adaptação é dos irmãos Andy e Larry Wachowski (os mesmos de Matrix – as cenas de luta em &lt;i style=""&gt;slow motion &lt;/i&gt;não me deixam mentir) e a direção é de James McTeigue.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SIqfNTrikjI/AAAAAAAAAFc/vuwAewDCDxA/s1600-h/v53.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SIqfNTrikjI/AAAAAAAAAFc/vuwAewDCDxA/s320/v53.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227165368486892082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-603547979992333742?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/603547979992333742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=603547979992333742' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/603547979992333742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/603547979992333742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/07/v-de-vingana-de-todo-o-resto.html' title='V de Vingança, A de todo o resto'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SIqfNTrikjI/AAAAAAAAAFc/vuwAewDCDxA/s72-c/v53.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1563696709426042753</id><published>2008-07-20T21:06:00.000-07:00</published><updated>2008-07-20T21:09:06.209-07:00</updated><title type='text'>Peixe grande e a história de todo (ou quase todo) mundo</title><content type='html'>De uma forma ou de outra, Anaïs Nin deve ter inspirado Daniel Wallace quando ele pensou em escrever “Peixe grande”. Anaïs sempre preferia intensidade à vida morna e, de alguma forma, é isso que o livro diz. Histórias fantásticas e segredos que ficam guardados simplesmente porque são as coisas mais óbvias as mais difíceis de serem ditas.  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hesitei bastante em começar a ler o livrinho, que ficou por um tempo tomando poeira até que eu tivesse coragem. Depois que vi o filme e o achei bastante doloroso, embora bem bonitinho, fiquei entre a curiosidade e o medo do que o livro faria. Eis que um dia, ao escolher o livro que iria comigo ao Rio de Janeiro, escolhi “Peixe grande”. Não me arrependi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que Tim Burton fez ao transpor o livro para as telas é exatamente o que se espera quando se lê o livro: cores fortes, alegria até mesmo nas horas tristes. Nada tão estourado como Almodóvar: apenas colorido o suficiente para ficar da cor do sonho da gente. A história não tem grandes complexidades: um pai vive de um jeito mágico no qual o filho insiste em não acreditar. Não foi Tolstoi quem disse que há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A parte mais linda coincide no filme e no livro: quando o tempo pára na hora em que o amor aparece na história. Todas as coisas ficam igualmente suspensas e dotadas de uma mágica desconhecida até então. Tanta fantasia no livro esconde apenas o que ele revela de real: como a gente foge do que parece bom demais para ser verdade. Será que o muito bom é assim mesmo, tão insuportável? E fiquei com saudade quando o livro terminou.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SIQLoiiLvVI/AAAAAAAAAFU/qHyDZs89FsM/s1600-h/bigfish2004.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SIQLoiiLvVI/AAAAAAAAAFU/qHyDZs89FsM/s320/bigfish2004.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225314258749472082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1563696709426042753?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1563696709426042753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1563696709426042753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1563696709426042753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1563696709426042753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/07/peixe-grande-e-histria-de-todo-ou-quase.html' title='Peixe grande e a história de todo (ou quase todo) mundo'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SIQLoiiLvVI/AAAAAAAAAFU/qHyDZs89FsM/s72-c/bigfish2004.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1597952205962663645</id><published>2008-06-13T12:16:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T12:30:02.552-07:00</updated><title type='text'>Sex and the City e o Jogo do Contente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para Fau, Gabi e Má&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui uma daquelas pessoas resistentes a Sex and The City. Comecei a assistir quando as temporadas foram lançadas em DVD. Resumindo: não sou especialista, mas adoro. E não é por causa das grifes, da vida glamourosa, de como New York é legal na visão da série. Nem por causa da busca por um amor – isso tem em todo lugar, eu acho. Meu encanto é porque é uma série que fala da amizade, e é ao redor dela que tudo gira: como seria chato não dividir nada com ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coincidentemente ou não, fui ao cinema com três amigas. Combinamos horário, roupas bem fashion (até brinquei: fiz o primeiro cosplay de minha vida ali. Era isso ou aparecer de Trinity em Matrix. Achei melhor isso). Marcamos para comemorar juntas a estréia do filme com um brinde de cosmopolitan. Felizes, rindo na fila quilométrica de espera, entramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos esperava na tela é um filme comum, com histórias comuns. Mas ali, nas poltronas, quatro histórias que convergiram num determinado momento. Na tela, a mesma coisa: pro batizado, pro casamento, pra hora de escolher o que fica e o que vai embora do guarda-roupa, pra tomar conta uma da outra. Amigo que é amigo serve pra isso e muito mais. Ok, esse texto está piegas. Mas é tudo verdade. Melhor que mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo bastante: Sex and The City é um filme bobo, sem novidade alguma, meio engraçado e meio triste, daqueles com os finais felizes de sempre (terá alguém imaginado que ia ser diferente disso ao comprar o ingresso?). Foi como Gabi, minha amiga, disse sabiamente, antes do filme começar: “Não é pra ser bom. É só pra saber como as meninas estão.” Estão bem, mas do mesmo jeito de sempre. E é isso. O mais importante é o que o filme te lembra – aqui vai meu lado Pollyanna cinematográfica, com o mais puro jogo do contente: importa mais com quem você está do que o que acontece com você. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211450304532344610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SFLKcMZAbyI/AAAAAAAAAFM/nM1JGd0H8wQ/s320/SexAndTheCity1-792881.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1597952205962663645?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1597952205962663645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1597952205962663645' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1597952205962663645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1597952205962663645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/06/sex-and-city-e-o-jogo-do-contente.html' title='Sex and the City e o Jogo do Contente'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SFLKcMZAbyI/AAAAAAAAAFM/nM1JGd0H8wQ/s72-c/SexAndTheCity1-792881.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-4414861533379279323</id><published>2008-05-10T09:32:00.000-07:00</published><updated>2008-05-10T09:34:40.691-07:00</updated><title type='text'>O Desprezo, de Godard</title><content type='html'>Eu adoro filmes metalingüísticos. Adoro cinema falando de cinema, acho fantástico. Então, dá pra incluir na minha lista de melhores “8 e ½”, de Fellini, “A Rosa Púrpura do Cairo”, de Woody Allen. Mas se tratando da &lt;i style=""&gt;nouvelle vague&lt;/i&gt;, o movimento do cinema autoral da França nos anos 1960, então, a coisa só fica melhor.  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“O Desprezo” (1963), de Godard, é um daqueles filmes que te deixam em meio a uma confusão quando terminam. Exatamente como “Acossado” (1959), do mesmo diretor: personagens que não são bons nem ruins, metáforas. Falando nelas, “O Desprezo” (em seu título original, “Le Mèpris”) é caprichoso na montagem e praticamente filho de Eisenstein nesse sentido: a sobreposição das cenas nem sempre é feita ao acaso: existe uma relação de continuidade que ajuda a construir o sentido do que se pretende dizer. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nisso, é claro, não se pode desconsiderar o fato de que a &lt;i style=""&gt;nouvelle vague&lt;/i&gt; francesa nasceu de jovens críticos de cinema, que haviam assistido aos clássicos e que se dedicavam, através do &lt;i style=""&gt;Cahiers du Cinema&lt;/i&gt;, a propor uma destruição do cinema francês tradicional que imperava na época. Queriam construir um cinema de autor – e deu certo. O público jovem gostou e os distribuidores decidiram investir na &lt;i style=""&gt;nouvelle vague. &lt;/i&gt;Essa proeza, pelo que me consta, ninguém tinha conseguido antes – e ninguém fez depois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O filme fala dos bastidores da feitura de um filme e é bastante irônico com a indústria do cinema e com o papel dos produtores. Eles filmam “A Odisséia”, e Fritz Lang ( o próprio, como ele mesmo) lembra que a batalha de Ulisses, herói da história, é contra os deuses. O produtor do filme, por sua vez, diz que gosta dos deuses por saber como eles se sentem. Outras muitas referências estão no filme, como a frase de Louis Lumière que diz que o cinema é uma invenção sem futuro (“il cinema è un´invenzione senza avenire”). Godard também abandona os letreiros e ele mesmo narra os créditos do filme. Em meio a tudo isto, há um casal &lt;st1:personname productid="em crise. Brigitte Bardot" st="on"&gt;em crise. Brigitte Bardot&lt;/st1:personname&gt; e Michel Piccoli. Mas isso, definitivamente, não é o mais importante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Com “O Desprezo”, Godard mostra como é possível fazer um filme de fato muito bom sem dar tanta atenção aos aspectos lineares da narração. Ele mesmo despreza o cinema antigo para construir um novo – e como esse novo é bom!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SCXOcdVaf-I/AAAAAAAAAFE/xPA03wJq2ig/s1600-h/le_mpris_jean-luc_godard1963_baixa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SCXOcdVaf-I/AAAAAAAAAFE/xPA03wJq2ig/s320/le_mpris_jean-luc_godard1963_baixa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198788333175209954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-4414861533379279323?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/4414861533379279323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=4414861533379279323' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4414861533379279323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4414861533379279323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/05/o-desprezo-de-godard.html' title='O Desprezo, de Godard'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SCXOcdVaf-I/AAAAAAAAAFE/xPA03wJq2ig/s72-c/le_mpris_jean-luc_godard1963_baixa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-3021287652303981208</id><published>2008-04-10T05:34:00.000-07:00</published><updated>2008-04-10T05:36:30.728-07:00</updated><title type='text'>Valsinha, de Chico Buarque...se fosse filme</title><content type='html'>Para mim, a música combina com o filme quando ela insiste em ser lembrada enquanto a trilha oficial toca. Assistindo “Aurora” (1927), de F. W. Murnau, fiquei desejando que já houvesse Chico Buarque na década de 1920, só para as imagens serem acompanhadas por “Valsinha”.  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Um dia, ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar...”. Se há amor no mundo, deve ser mesmo assim, capaz de fazer enxergar coisas encantadas onde sempre se olhou e não se viu nada. Capaz de tornar o ordinário &lt;st1:personname productid="em especial. E" st="on"&gt;em especial. E&lt;/st1:personname&gt; “Aurora” é assim: uma história de amor simples que podia ser como as outras, filmadas antes e depois, mas não. A diferença está exatamente em não ter sentimentos lineares: o personagem se permite mudar de idéia. E é nesse estar aberto ao novo (ou melhor, a um novo olhar sobre o velho) é que o filme se torna incrível. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O personagem central, depois de pressionado pela amante a afogar a esposa, desiste. Aí é que a trama toda se desenrola, e ele redescobre o amor. Um enredo simples, em que o tormento do personagem só termina quando as coisas voltam a ser exatamente como eram no começo. Só que ele e a esposa se tornaram encantados. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não bastasse a ternura que só um romance mudo pode trazer ao cinema, o nome do filme (em inglês, “Sunrise – a song of two humans”) diz muito do que ele mostra. Eu diria que nunca o expressionismo alemão foi tão doce. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Então “Aurora” é isso: esperar até que o dia amanheça e as coisas voltem ao seu lugar, sempre melhores que antes. E no fim, não seria exagerado (mas talvez redundante, assumo) se tocasse o fim de “Valsinha”: “(...) E o mundo compreendeu/ E o dia amanheceu/Em paz”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R_4JoyDkL2I/AAAAAAAAAE8/gNRhXEQhppQ/s1600-h/aurora.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R_4JoyDkL2I/AAAAAAAAAE8/gNRhXEQhppQ/s320/aurora.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187594417013534562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-3021287652303981208?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/3021287652303981208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=3021287652303981208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/3021287652303981208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/3021287652303981208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/04/valsinha-de-chico-buarquese-fosse-filme.html' title='Valsinha, de Chico Buarque...se fosse filme'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R_4JoyDkL2I/AAAAAAAAAE8/gNRhXEQhppQ/s72-c/aurora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-2531000521821233275</id><published>2008-03-30T10:43:00.000-07:00</published><updated>2008-03-30T10:59:03.203-07:00</updated><title type='text'>Como amar uma cidade</title><content type='html'>As cidades são encantadas. São tantos tipos de pessoas juntas que parece impossível que elas caibam todas no mesmo lugar, ao mesmo tempo. E enquanto você anda, elas te olham, te abordam, falam amenidades ou simplesmente te conquistam. Comecei amando esta cidade onde estou depois de ouvir o sotaque local. Amei a simplicidade, amei os costumes, todos com um jeito de quem parece aristocrata. Até mesmo os camponeses aqui são de natureza altiva, têm um certo nariz empinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há os caminhos. Os lugares por onde você passa que sempre te lembra outros em que você já esteve antes – o porto de sua cidade de origem, seu restaurante preferido, aquela cidade do interior bem feinha, mas que a viagem foi tão boa que você nunca esqueceu. Vai tudo, aos pouquinhos, ficando bem querido ao coração. E então você começa a se tornar parte daquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para escrever sobre esta nova cidade, onde você encontrou amigos que já são amigos de seus amigos, é preciso que você se recorde de quanto tempo passou escolhendo o livro da viagem – aquele que te acompanhará nas horas de tédio. E pensar que você, entre Fante e Barthes, terminou escolhendo um terceiro: Flaubert. Nem tão romântico nem tão sem-perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre há as pessoas. A senhora que te deu a mão para que você conseguisse sentar em sua poltrona depois de o filme ter começado, o guarda que te deu bom dia, a moça que passou em frente à escultura e disse, à toa: “O artista mora ali naquela casa branca”. Os carinhos que a gente encontra mesmo sem dizer o que está procurando. Estou apaixonada. E desta vez, por uma cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-2531000521821233275?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/2531000521821233275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=2531000521821233275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2531000521821233275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/2531000521821233275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/03/como-amar-uma-cidade.html' title='Como amar uma cidade'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-6686989460829979058</id><published>2008-03-14T15:59:00.000-07:00</published><updated>2008-03-14T16:02:26.485-07:00</updated><title type='text'>"O Passageiro: profissão repórter" ou o inferno é ser o outro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Michelangelo Antonioni sempre se revelou num grande mistério para mim: consigo enxergar claramente sua importância, mas meu coração clama por coisas mais lineares que ele. Por isso, e só por isso, ele não tem meu amor. Mas tem minha admiração, porque há, em seus filmes, traços óbvios de um indiscutível gênio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao assistir “O passageiro – profissão repórter”, de 1975, mais uma vez essa dúvida me assaltou. Tem Maria Schneider, que era das atrizes preferidas de meu avô, contracenando com um Jack Nicholson mais tipão do que se vê por aí (e que, aliás, se aproximou bastante do que eu vi em “O destino bate à porta”, que é outra história). A câmera do filme de Antonioni tem vida própria, posso dizer sem medo. E faz algo que eu considero lindo no cinema (quando bem feito, claro): a câmera se fixa, o personagem sai e ela continua ali, no cenário. Exatamente como a vida. Outro dia, vi isso muito bom em “A vida sem mim”, na cena do ponto de ônibus, é de cortar o coração. Funciona mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As voltas ao passado são feitas de um jeito particularmente interessante: as vozes em off, repentinamente. A distância entre o passado e o presente é a de um travelling na câmera. Mas o melhor de tudo do filme – além de tanta coisa boa – é o que ele diz. Niilismo puro, não há bom lugar para quem está fugindo de si mesmo. E que pior mesmo que o outro é ser o outro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R9sDnYxHI9I/AAAAAAAAAEU/Hp4wG4knRzs/s1600-h/thepassenger.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R9sDnYxHI9I/AAAAAAAAAEU/Hp4wG4knRzs/s320/thepassenger.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177736171790738386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-6686989460829979058?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/6686989460829979058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=6686989460829979058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6686989460829979058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6686989460829979058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/03/o-passageiro-profisso-reprter-ou-o.html' title='&quot;O Passageiro: profissão repórter&quot; ou o inferno é ser o outro'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R9sDnYxHI9I/AAAAAAAAAEU/Hp4wG4knRzs/s72-c/thepassenger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-4786756693015478834</id><published>2008-02-18T04:48:00.000-08:00</published><updated>2008-02-18T04:50:43.428-08:00</updated><title type='text'>“Hora de voltar”...ou melhor, de ficar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se os filmes que habitam nossa estante podem nos surpreender, então assumo aqui que o DVD de “Hora de voltar” não poderia mesmo ficar mais um minuto empoeirando. Se você tem perguntas, pode se preparar: “Hora de voltar” vai te dar algumas respostas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O filme mostra Andrew Largeman, interpretado por Zach Braff, numa vida vazia e sem muito sentimento. Até que sua mãe morre e ele volta para casa para assistir o velório. “Hora de voltar” fez parte da seleção oficial do Sundance Film Festival, do Los Angeles Film Festival e do U.S. Comedy Arts Festival. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O mais interessante é que a mudança de Andrew, diferente dos filmes que andam por aí, não se dá numa surpreendente volta de uma vez só. Começa aos poucos – um pouquinho aqui, mais ali – exatamente como fazemos as nossas, do outro lado da tela. Alguém algum dia disse, nesses textos de e-mail auto-ajuda, que a gente precisa enlouquecer um pouquinho para que a vida valha a pena. É o que o filme propõe, com a chegada de Sam, interpretada por Natalie Portman.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O melhor é que a proposta de loucura do filme vem com uma das trilhas sonoras mais incríveis: tem Coldplay, The Shins (!!!) e mais um sem-número de canções que se ajustam direitinho ao momento que Andrew está vivendo. E falando em Andrew, foi o próprio Zach Braff que escreveu e dirigiu o filme. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;“Hora de voltar” parece aquele ditado popular de “Onde está seu tesouro, estará seu coração”. Talvez o recado do filme – se é que ele precisa ter um – é que mais importante que a hora em que se decide voltar é a hora em que se escolhe ficar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R7l-8xM760I/AAAAAAAAAEM/phZ-dUVR7Hs/s1600-h/08.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R7l-8xM760I/AAAAAAAAAEM/phZ-dUVR7Hs/s320/08.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5168301629849201474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-4786756693015478834?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/4786756693015478834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=4786756693015478834' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4786756693015478834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4786756693015478834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/02/hora-de-voltarou-melhor-de-ficar.html' title='“Hora de voltar”...ou melhor, de ficar'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R7l-8xM760I/AAAAAAAAAEM/phZ-dUVR7Hs/s72-c/08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-4867356005785701689</id><published>2008-02-06T20:44:00.000-08:00</published><updated>2008-02-06T20:46:52.715-08:00</updated><title type='text'>O homem que desafiou o diabo, mas não a vontade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Confesso que é mais vontade de escrever do que indicar um filme verdadeiramente bom. Confissão feita, posso prosseguir. Nunca gostei muito desses filmes ou livros regionalistas. Sou avessa às histórias do sertão – nunca soube direito por que – e só mesmo José Lins do Rego foi capaz de me fazer abrir uma exceção. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tá. O filme conta a história de José Araújo, louco por mulher e que se mete em qualquer confusão e sai dela sempre ileso, exceto quando se bate com o diabo. É quando ele enfim conhece a dor da perda, mas nem o diabo é capaz de abatê-lo: levanta, dá um jeito e pronto, vai seguir seu caminho. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O filme é um daqueles investimentos para fazer as pessoas darem risada sem pensar muito sobre as coisas. Nesse sentido, funciona e muito: você ri. Para mim que gosto de procurar significados ocultos em tudo, o filme termina com uma constatação no mínimo interessante: é quando José Araújo (ou Ojuara, como ele vira mais tarde) decide prosseguir. Porque não tem prisão para quem tem o espírito livre e a alma perdida. A história do filme, então, é a de um homem capaz até de desafiar o diabo, mas não sua vontade. E eu ainda não sei se isso é bom ou ruim.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R6qNEP6T53I/AAAAAAAAAEE/KlHnvAe_rLI/s1600-h/homem.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R6qNEP6T53I/AAAAAAAAAEE/KlHnvAe_rLI/s320/homem.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164095026863794034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-4867356005785701689?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/4867356005785701689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=4867356005785701689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4867356005785701689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4867356005785701689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2008/02/o-homem-que-desafiou-o-diabo-mas-no.html' title='O homem que desafiou o diabo, mas não a vontade'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R6qNEP6T53I/AAAAAAAAAEE/KlHnvAe_rLI/s72-c/homem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1920201068443891793</id><published>2007-12-24T12:06:00.000-08:00</published><updated>2007-12-24T12:08:19.862-08:00</updated><title type='text'>“Noites tropicais”: Nelson Motta e a música brasileira</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;Depois de terminar de ler “Noites Tropicais”, de Nelson Motta, a sensação que dá é aquele clichê: “To be continued”. OK. Ninguém é louco de achar que a inspiração que rondava a época em que coexistiam Chico, Vinícius, Tom, Tim e outros ainda anda solta por aí. Não mesmo. Mas enfim, fico entre aceitar a idéia de Nelson de construir uma narrativa em primeira pessoa e rejeitá-la, já que li outros livros que falam exatamente da mesma coisa sem a mesma necessidade de tantos detalhes.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Falo, mais precisamente, de “Chega de Saudade”, de Ruy Castro, e “Tropicália”, de Carlos Calado, dois livros citados como referência bibliográfica de “Noites Tropicais”. Nenhum acontecimento em ambos os livros é isolado: tudo, exatamente como no livro de Nelson, está dentro de um contexto. De todos, o texto de Calado ainda é o melhor, na minha opinião: é o que flui, que chega ao fim quando menos se espera. Os dois, entretanto, explicam direitinho o que se propõem a explicar. Já Nelson, com a licença poética de quem escreve em primeira pessoa, se apropria de fragmentos das histórias dele com outras pessoas para tornar o livro mais comercial. Nisso, vejo a inserção do caso de amor dele com Elis, da paixão por ela que se revela do início ao fim do livro, de todas as outras mulheres que se tornaram apenas coadjuvantes na história de seu amor já tão comprometido com a escandalosa Elis. E Marisa Monte que é poupada todo o tempo: nenhum detalhe é revelado, nenhuma notinha na imprensa, como ele mesmo frisa, no início da carreira musical da pupila. Qual o critério de expor tanto uma e preservar tanto outra?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Não é que “Noites Tropicais” não informe. Informa, sim. Mas em alguns momentos, deixa lacunas. Porque se propõe a explicar tudo, não faz como Castro e Calado fizeram: um explica a bossa-nova; o outro, a tropicália. E embora estejam tão ligadas que não se possa ser purista, o outro movimento não-abordado entra subsidiariamente na história. Talvez tenha sido um pouco megalomaníaco pensar que em 453 páginas seria possível começar falando de João Gilberto e terminar com Titãs. É um tanto camoniano, no sentido de que “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Mas se Nelson se permite ser tão eclético e abrangente, por que diminuir os sertanejos em vez de respeitá-los e simplesmente omitir as duplas? Talvez fosse mais sensato. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;De resto, a leitura é fluida e agradável, além da vantagem que Nelson conta histórias muito bem – isso não se pode negar. Um livro imperdível para quem gosta de música. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1920201068443891793?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1920201068443891793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1920201068443891793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1920201068443891793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1920201068443891793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/12/noites-tropicais-nelson-motta-e-msica.html' title='“Noites tropicais”: Nelson Motta e a música brasileira'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1521879925243982554</id><published>2007-12-09T17:34:00.000-08:00</published><updated>2007-12-09T17:53:48.695-08:00</updated><title type='text'>“Noel – poeta da vida”</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu sei o título certo, antes que me corrijam: é “Noel – poeta da vila”. Eu sabia que o filme ia ser bonito (ou ao menos, esperava).&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Mas o que eu queria mesmo desde o início era uma canção só. Uma. Podia faltar tudo, menos “Um gago apaixonado”. Porque a gente não vai ao cinema só para analisar se o filme é bom ou não, mas também para se encontrar. E eu queria aquela música, só ela. E tive. Então não posso achar ruim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há quem vá dizer que achou a história de amor clichê, a la “A dama das camélias”. Eu adorei. Mesmo porque romance tem que ser assim mesmo, com protagonista, antagonista, aquela coisa toda, senão perde a graça. Achei tudo muito charmoso. A fotografia, os planos-detalhe, o roteiro (que tem participação de Jean Claude Bernardet...como não gostar?), a trilha. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tem uma outra coisa que ando reparando cada vez mais nos filmes: uma frase inteira que resume tudo. E então, em “Noel – poeta da vila”, ela sai da boca de um de seus amigos. É algo assim: “É nisso que dá, não ser malandro o suficiente e se meter na arte marcial da bigamia. Esse daí tem que fazer um estágio de seis meses no morro”. O Noel do filme pulou a parte do estágio e foi lá, na arte marcial da bigamia, amar uma e viver com a outra, porque paixão quase nunca anda perto do juízo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R1yb-Lej68I/AAAAAAAAAD8/TCbtQJD9mrY/s1600-h/noel01.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R1yb-Lej68I/AAAAAAAAAD8/TCbtQJD9mrY/s320/noel01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5142156367085431746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1521879925243982554?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1521879925243982554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1521879925243982554' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1521879925243982554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1521879925243982554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/12/noel-poeta-da-vida.html' title='“Noel – poeta da vida”'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R1yb-Lej68I/AAAAAAAAAD8/TCbtQJD9mrY/s72-c/noel01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-6655476045851139682</id><published>2007-12-01T14:44:00.000-08:00</published><updated>2007-12-01T14:46:51.722-08:00</updated><title type='text'>“O mágico de Oz” e re-cordação</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, fui falar do Leão que queria coragem e fiquei na dúvida: era de “Alice no País das Maravilhas” ou de “O Mágico de Oz”? Era d´O Mágico. Tem dessas coisas que a gente esquece, aos pouquinhos. E algumas metáforas preciosas para a vida, que tornam o livro quase tão importante quanto “Pollyanna” (“Pollyanna moça” eu nem diria assim, tão indispensável: moças descobrem coisas sozinhas).&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que o livro de L. Frank Baum tem, além de Dorothy, Espantalho, Leão, Homem de Lata e Totó? Muita coisa. Começa pela cidade de porcelana (acho fantástico, babo mesmo): todo mundo, na verdade, é muito frágil. Lá, Dorothy aprende a grande lição: depois de vários consertos e muita cola, nunca a gente fica igual ao início. Outra, não menos dura, é que todo problema tem solução. E que, vez por outra, a gente tem que deixar algo que a gente ama para seguir em frente. É isso: seguir em frente talvez seja o maior recado do livro. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O resto é aquela idéia clichê de que recordar é passar de novo pelo coração, um &lt;i style=""&gt;deja-vu&lt;/i&gt; feliz, eu diria, de simplificar tudo: o mágico de Oz não é nada senão um homem pequeno com imaginação, e o que ele deu a todos eles (incluindo Dorothy, que já tinha o sapatinho), não era nada mais nada menos do que todos já tinham. Só fez lembrar. Re-cordar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R1HkGrej67I/AAAAAAAAAD0/ot_B88dpKwI/s1600-R/Wizard_of_Oz_00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R1HkGrej67I/AAAAAAAAAD0/4Jm0FVIu0RY/s320/Wizard_of_Oz_00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139139453207702450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-6655476045851139682?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/6655476045851139682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=6655476045851139682' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6655476045851139682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6655476045851139682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/12/o-mgico-de-oz-e-re-cordao.html' title='“O mágico de Oz” e re-cordação'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/R1HkGrej67I/AAAAAAAAAD0/4Jm0FVIu0RY/s72-c/Wizard_of_Oz_00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-7431049105152647818</id><published>2007-11-16T12:43:00.000-08:00</published><updated>2007-11-16T12:47:14.677-08:00</updated><title type='text'>"Virgens suicidas" e o filme que eu queria filmar</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ok, Sofia é incrível. Como é que alguém ainda não tinha pensado em filmar “Virgens suicidas”? Li o livro numa sentada só: é daqueles que não dá pra desligar, mesmo já tendo visto o filme e já sabendo o final. Só pára quando o autor, Jeffrey Eugenides, cansa de escrever.     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sou suspeita para falar do livro porque gosto muito do filme. A diferença, dessa vez, é que fiz o inverso do que costumo fazer: geralmente leio o livro e só então vejo o filme. Posso citar uma infinidade de vezes em que fiz isso e o filme, salvo raríssimas exceções (como “Morte em Veneza”, de Thomas Mann, filmado por Luchino Visconti), se iguala ao filme. Acho complicado superar, mas esta é só minha modesta opinião. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Daí que o filme é completamente ajustado ao livro. A mesma atmosfera onírica, a mesma cor de memória, o mesmo jeito delicado de esperar que a história se desenrole, pacientemente. Gosto disso. Às vezes, o cinema se traduz numa pressa do final que estraga tudo. No livro e no filme de “Virgens suicidas”, não: tanto Jeffrey Eugenides quando Sofia Coppola têm claramente o propósito de criar um ápice durante o desenrolar da trama, mesmo sem esconder, desde o início (eu diria, desde o título), o desfecho. Ou seja: o maior trabalho dos dois é trabalhar lindamente o meio da história, é isso, talvez o maior trunfo de todos seja diminuir a relevância do início e do fim, caprichando no “durante”. Pouco importa como se nasce ou como se morre, o importante mesmo é como se vive.&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Rz4BjxN5G2I/AAAAAAAAADs/zhrUaIpX68o/s1600-h/virgenssuicidas.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Rz4BjxN5G2I/AAAAAAAAADs/zhrUaIpX68o/s320/virgenssuicidas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5133542339267599202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-7431049105152647818?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/7431049105152647818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=7431049105152647818' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/7431049105152647818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/7431049105152647818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/11/virgens-suicidas-e-o-filme-que-eu.html' title='&quot;Virgens suicidas&quot; e o filme que eu queria filmar'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/Rz4BjxN5G2I/AAAAAAAAADs/zhrUaIpX68o/s72-c/virgenssuicidas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-6624952386940659959</id><published>2007-11-06T17:31:00.000-08:00</published><updated>2007-11-06T17:33:14.037-08:00</updated><title type='text'>Dalton Trevisan e a incrível arte da surpresa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dalton Trevisan é um daqueles caras que parecem ter sempre &lt;st1:metricconverter productid="40 a" st="on"&gt;40  a&lt;/st1:metricconverter&gt;nos. Ele me parece urbanão, da janela de algum edifício alto, procurando histórias pra contar com um binóculo nos olhos. Já havia lido dois de seus livros,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“2 3 &lt;st1:metricconverter productid="4”" st="on"&gt;4”&lt;/st1:metricconverter&gt; e “Ah, é?” e tinha uma opinião. Achava seus mini contos diretos, fáceis e marcados pela violência. Sempre. Você sabe que aquela talvez não seja a melhor leitura depois de um dia corrido: não vai te relaxar. E então, ontem, antes de dormir, fiz o que eu não recomendaria: peguei “Continhos galantes” para ler. Só me deu sono quando terminei de ler a última página. E dormi bem, muito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os dois que li antes eram bons, muito bons. Mas esse é 100%. Com a maior sutileza do mundo, Trevisan diz o que tem a dizer. Fala de bêbados, prostitutas declaradas, cornos, velhas loucas por sexo. Mas tudo devagar, deixando ao leitor a parte mais divertida e instigante: a conclusão. É preciso chegar ao final para desvendar toda a história, para descobrir com certeza quem são os personagens e que situações vivem. E nada de previsível: às vezes acontecem coisas, outras, não. Afinal de contas, são pessoas que vagam pelas ruas e com quem esbarramos vez por outra. Lembro de um poema de Martha Medeiros que diz algo como “bêbados, &lt;i style=""&gt;junkies&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;punks&lt;/i&gt;, o mundo tem sido injusto com vocês”. Para os fãs desses, “Continhos galantes” é a justiça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;* É difícil escolher um conto dos 14 do livro. Pela delicadeza e pelo clímax, acho que “A guardiã da mãe” é perfeito. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-6624952386940659959?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/6624952386940659959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=6624952386940659959' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6624952386940659959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6624952386940659959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/11/dalton-trevisan-e-incrvel-arte-da.html' title='Dalton Trevisan e a incrível arte da surpresa'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-4601494482433598422</id><published>2007-10-12T15:15:00.001-07:00</published><updated>2007-10-12T15:15:35.766-07:00</updated><title type='text'>“As Bruxas de Salem” ou a culpa nossa de cada dia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Culpa: todo mundo tem a sua. Pensei bastante nisso durante as quase três horas em que estive sentada na terceira fila do teatro Martins Gonçalves, assistindo “As Bruxas de Salem”. Mais que uma discussão sobre caráter, ali estava um tratado sobre a culpa. Quase todos os personagens apresentados tinham a sua: um tinha a de ter cometido adultério; sua esposa, a de ser fria; o reverendo, de ter acusado um homem inocente. E Abigail, entendida como vilã, não sentia nada. Nem culpa, que era a verdadeira grande bandida da história. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Por conta disso, todos os personagens sofrem, do início ao fim da trama. Pessoas acusam-se de bruxaria ou de contato com o diabo para não serem enforcadas. E aquelas que entre confessar o que não fizeram ou defender sua honra escolhem a segunda opção, terminam por antecipar sua jornada na terra. O texto é um clássico de Arthur Miller, mas há sempre algo para inovar: é isso que nos mostra Harildo Déda, sempre talentoso, diretor da peça. E em cima do palco estão também “novos” atores que chegam (embora já estejam aí trabalhando bem há tanto tempo) no teatro baiano, trabalhando com unidade. É uma apresentação que marca a formatura do grupo, e, se o diploma dependesse daquelas horas, estariam todos aprovados, sem sombra de dúvidas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;* “As Bruxas de Salem” está em cartaz no Teatro Martins Gonçalves, no Canela, com direção de Harildo Déda. Nos dias 2,3,4, 8, 9,10,11 e 15 de outubro, às 20h. O espetáculo é gratuito e as senhas são entregues às 19h30. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-4601494482433598422?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/4601494482433598422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=4601494482433598422' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4601494482433598422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/4601494482433598422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/10/as-bruxas-de-salem-ou-culpa-nossa-de.html' title='“As Bruxas de Salem” ou a culpa nossa de cada dia'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-8008636060560269662</id><published>2007-09-30T22:10:00.000-07:00</published><updated>2007-09-30T22:14:48.848-07:00</updated><title type='text'>Ratos, homens e Don Mc Lean</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;           Fala um grande professor meu que dedicatória para “Ratos e Homens”, de John Steinbeck, deve vir assim: “Decida se você é um rato ou um homem”. Antes de ler, eu achava que era apenas uma piadinha louca, mas não, de fato, faz sentido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Antes de começar a ler, “American Pie”, de Don McLean, pode tocar (nada da versão da Madonna). Pronto, entrou no clima. Estados Unidos, falta de perspectiva, trabalhadores vivendo de bico e alimentando o sonho de deixar de ser explorados. O que à primeira vista parece apenas um romance de cunho social chato se transforma numa das melhores histórias sobre a natureza humana já contada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Foi com “Ratos e homens” que Steinbeck, autor do mundialmente famoso “As Vinhas da Ira”, arrebatou o Nobel de Literatura de &lt;st1:metricconverter productid="1962. A" st="on"&gt;1962. A&lt;/st1:metricconverter&gt; história é a seguinte: dois amigos viajam juntos, de paragem em paragem, tentando ganhar a vida. Um deles é esperto o bastante; o outro, um bobo, quase débil. Fogem quando o segundo deles, o grandalhão, apronta alguma. E então eles encontram esse lugar. Todos os trabalhadores que ali estão, cada um à sua maneira, esperam o mesmo da vida, mesmo que não admita: uma casa, animais no pasto e terras que sejam suas, cujos frutos não sejam de nenhum senhor. O sonho, Steinbeck mostra, é de todo mundo. Mas o preço a pagar por ele, esse é alto, e não para todos, é claro. E é justamente aí que se encontra a diferença entre ratos e homens. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-8008636060560269662?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/8008636060560269662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=8008636060560269662' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/8008636060560269662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/8008636060560269662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/09/ratos-homens-e-don-mc-lean.html' title='Ratos, homens e Don Mc Lean'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-426960013159045747</id><published>2007-09-20T15:24:00.000-07:00</published><updated>2007-09-20T15:26:29.974-07:00</updated><title type='text'>As memórias sentimentais...as de João Miramar</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                   Oswald de Andrade eu sempre vi como um daqueles caras talentosos e incompreendidos dos quais, apesar dessas duas ótimas razões para gostar, eu nunca gostei. Tinha lido “Pau Brasil” e ainda lembro do livro com alguma impaciência: é bom pelo impacto que causa. Mas é isso.   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Numa livraria em que não tinha nada melhor para comprar, peguei “Memórias sentimentais de João Miramar” e comprei. É uma boa prova de que impulsos consumistas valem a pena: o livro é muito bom. Todo o livro em capítulos mínimos, alguns ousados com uma frase só, como o intitulado “Natal”, que se resume a “Minha sogra ficou avó”. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mas tudo de uma doçura e uma seriedade minimalista que me fez desejar que o livro demorasse mais. E quando acabou, confesso que fiquei querendo mais Oswald em minha vida. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;São memórias. E esses dias, ouvi um cara falando na rádio que a gente é memória. Nisso, ao que parece, eu, o homem da voz e Oswald concordamos, do início ao fim do livro: desde a infância até a hora em que a vida da gente passa a ser o que a gente já viveu. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-426960013159045747?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/426960013159045747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=426960013159045747' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/426960013159045747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/426960013159045747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/09/as-memrias-sentimentais-as-de-joo.html' title='As memórias sentimentais...as de João Miramar'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-8844095461898008028</id><published>2007-08-13T15:33:00.000-07:00</published><updated>2007-08-13T15:52:49.954-07:00</updated><title type='text'>Do mundo beatnik e do amor (ou de "Tristessa", de Jack Kerouac)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ninguém venha me dizer que arte não vem do artista, ninguém venha com conversinha de distância entre sujeito e objeto. A verdade (se é que há uma, e se é que ela é minha) é que todo mundo se põe nas coisas. E até mesmo os rodados da geração beatnik vão nesse caminho. Eu podia citar James Cain, o meu preferido, mas ainda não. Vou começar por Kerouac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Famoso pelo seu “On the Road”, Kerouac pra mim tem cheiro de ex namorado. Deve ser por isso que eu demorei tanto de encostar num livro dele, tendo pelo menos uns três na estante. Enfim...comecei por “Tristessa”. A história é: Jack, o poeta protagonista do livro se apaixona por uma viciada em morfina. Não bastasse a semelhança do nome, ainda tem historinha na contracapa do livro: em 1955, Keroauc se apaixonou por uma prostituta chamada Esperanza. Pronto. Não preciso dizer mais nada sobre o autor se pôr dentro da obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais constatação: até os beatniks amam. E não amam pouco: amam até as últimas conseqüências, do jeito que o amor vier. E é um livro tão cheio de entrega do meio pro final que até o início meio chatinho vale a pena. Exatamente como o amor, só que ao contrário: é o final que é bom, muito bom. Jack se entristece ao ver a mulher amada indo embora desde o começo (que nem aquele verso de Cecília Meireles sobre a avó: “Tu eras uma ausência que se demorava, uma despedida sempre pronta a cumprir-se”), e o amor evoluindo, só indo em frente, independente do que acontecesse. Ou seja: até quem não tem perspectiva tem amor. Não é mesmo, Jack?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Vou acender velas para a Madona, vou pintar a Madona, e comer sorvete, anfetamina e pão – “Maconha com carne de porco”, como disse Bhikku Booboo – Vou para o sul da Sicília no inverno e pintar lembranças de Arles – Vou comprar um piano e me mozartear – vou escrever histórias tristes e compridas sobre pessoas na lenda da minha vida – Este é meu papel no filme, vamos ouvir o seu.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poucas vezes vi alguém terminar um livro assim, tão bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-8844095461898008028?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/8844095461898008028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=8844095461898008028' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/8844095461898008028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/8844095461898008028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/08/do-mundo-beatnik-e-do-amor-ou-de.html' title='Do mundo beatnik e do amor (ou de &quot;Tristessa&quot;, de Jack Kerouac)'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1405531679591129081</id><published>2007-08-07T20:26:00.000-07:00</published><updated>2007-08-07T20:50:42.239-07:00</updated><title type='text'>"Hedwig and the angry inch" e eu...eu acho.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não, não chega a ter nenhum “Play it again, Sam”. Mas é quase isso, com uma Ilsa Lund que muda de sexo, um Rick Blaine mais absurdo que o de &lt;em&gt;Casablanca&lt;/em&gt;. E com uma trilha sonora bem mais legal do que “As time goes by” (que eu também amo, que fique aqui registrado). Mas que parece, parece, guardadas, é claro, as devidas proporções. E eu ia falar antes, mas deixei pra agora: pensem num filme que se parece com “Noites de Cabíria”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem ache que rock ´n ´ roll combina com sexo e drogas. Eu diria diferente: o rock é a cara do coração partido. Desculpa, gente. Eu sei que é desmistificar demais, mas é por aí. Sabe o Macunaíma do amor? É Hedwig. Homem, tenta mudar de sexo para ir para o outro lado da Alemanha na época do Muro de Berlim. É o herói todo errado que ama, que nem Cabíria, mas bem melhor e mais contemporâneo: tem uma banda de rock e cura as amarguras fazendo show em beira de estrada ou em bares com cara de inferninho. Nada mal, quem já ouviu &lt;em&gt;Teenage Idol&lt;/em&gt;, de Rick Nelson, sabe como deve ser: &lt;em&gt;I get no rest when I´m feeling weary/ I got to pack my bags and go/ I got to be somewhere tomorrow / To smile and do my show&lt;/em&gt;. Ou seja: tem coisa que a gente cura cantando, ou, mais simples ainda, vivendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não foi fácil achar o filme (mas como tudo que é difícil, valeu a pena). Se achar, escolha a melhor tarde do mês (e se não for a melhor até então, será, depois do filme ter acabado), sente no lado mais confortável do sofá e espere. Veja e ouça &lt;em&gt;The Origin of Love&lt;/em&gt;, que Hedwig, a deusa loira, canta. Jogue os preconceitos pra bem longe e assista um dos filmes de amor mais bonitos de todos os tempos. E se prepare pra nunca mais amar do mesmo jeito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Last time I saw you&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;We had just split in two.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;You were looking at me.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;I was looking at you.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1405531679591129081?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1405531679591129081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1405531679591129081' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1405531679591129081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1405531679591129081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/08/hedwig-and-angry-inch-e-eueu-acho.html' title='&quot;Hedwig and the angry inch&quot; e eu...eu acho.'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-7039001059700470481</id><published>2007-08-03T17:37:00.000-07:00</published><updated>2007-08-03T18:46:54.687-07:00</updated><title type='text'>Noites de Cabíria e o timing certinho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Noites de Cabíria”, de Fellini, é um filme lindo. Mas não é pra ser visto a qualquer momento, sob pena de se perder o essencial: a reação que ele causa quando assistimos no &lt;em&gt;timing&lt;/em&gt; certo. O fato é que eu já tinha o DVD dele há algum tempo. Deixei um tempo – sempre é bom ter filmes que a gente nunca viu para tardes de chuva – e, numa dessas, peguei pra assistir. Começou. Eu não esperava aquilo. Cabíria é uma prostituta de baixo escalão que, depois de juntar suas economias, é roubada pelo “namorado”. Tá. Aí ela conhece um famosão e fica vendo ele em cenas de amor com a ex-namorada, enquanto, trancada no banheiro, morre de inveja. Ou seja: Cabíria, prostituta, toda errada, quer o que todo mundo quer. Sonha com o mesmo amor de todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permitam só dessa vez, vou contar que o final não é feliz, talvez porque Fellini tenha trabalhado com verossimilhança, e as histórias de amor nem sempre terminam bem. De vez em quando, chove. Daí, em meio a um carnaval de gente passando, numa daquelas cenas que a gente conhece muito bem, quando o chão falta, acaba o filme. A mistura da maquiagem com lágrimas e Cabíria continua andando pelo meio das pessoas felizes, porque simplesmente não dá pra abraçar o mundo. E se chove antes e depois da janela, faz ainda mais sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-7039001059700470481?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/7039001059700470481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=7039001059700470481' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/7039001059700470481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/7039001059700470481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/08/noites-de-cabria-e-o-timing-certinho.html' title='Noites de Cabíria e o timing certinho'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-6897066297507246844</id><published>2007-07-23T15:52:00.000-07:00</published><updated>2007-07-29T15:39:42.196-07:00</updated><title type='text'>Britney Spears e o direito de errar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vamos supor: você é menina, começa inocente e depois vira uma mulher sexy, posa de certinha ao casar e depois descobre que não era bem isso que você queria. Ou pior: se envolve com o homem errado. Não sabe sentar direito com saia minúscula, arranja amizades não-aconselháveis. Agora vamos convir: quem já não fez pelo menos meia dúzia de bobagens desse tipo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu? Você? Nada disso, ninguém se salva. Nem mesmo Britney, que usava aquele penteado terrível de duas xuxinhas no clipe em que canta aquele refrão insuperável em sua carreira (Hit me, baby, one more time). Posava de Sandy e todo mundo gostava dela. Depois apareceu de macacão justíssimo atacando passageiros inocentes em Toxic e tudo mudou. Claro. Todo mundo que cantava música fofinha já tinha passado. Ela TINHA que inovar. Basta pensar nos bonitinhos do Savage Garden. Não duraram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Daí pronto: aconteceu que ela arranjou homens errados. Que nem Galisteu, que tem dedinho podre. Você sabe o paradeiro do Kevin Federline? Não. Nem eu. Isso porque ele saiu de bom na história. Tá, Brit nunca combinou as roupas direito. Sempre usou boina. Mas piorou sensivelmente depois, enfiou o pé na jaca com Paris (ela mesma, Hilton), raspou a cabeça, foi pra porta da casa do ex dar vexame, etc, etc, etc. O fato é que eu tenho pena dela. Muita. O coração dela foi partido, gente. E a imprensa e o mundo inteiro caem matando, a coitadinha tenta recomeçar gravando um novo clipe e tudo o que comentam é que ela tá cheia de celulite. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I´m on your side&lt;/em&gt;, Brit. Quem nunca teve o coração partido, que atire a primeira pedra. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-6897066297507246844?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/6897066297507246844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=6897066297507246844' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6897066297507246844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/6897066297507246844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/07/britney-spears-e-o-direito-de-errar.html' title='Britney Spears e o direito de errar'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1604288921880103772</id><published>2007-07-21T12:30:00.001-07:00</published><updated>2007-07-21T12:33:40.024-07:00</updated><title type='text'>"Eu sei que vou te amar" e o retrato de todos nós</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre tive um certo preconceito com Arnaldo Jabor, fosse por seus comentários sobre política na TV ou por ter lido seu “A invasão das salsichas gigantes”, do qual não gostei. Mesmo assim, respirei fundo e comecei a ler “Eu sei que vou te amar”, de 1987, indicado por uma amiga que o tem como livro favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que aconteceu. De leitura fácil, o livro homônimo à canção de Vinícius e Tom me surpreendeu. Mostra um reencontro entre dois ex-amantes e todo o tormento pelo qual eles passam na reaproximação. A distância entre o que é sentido e o que é dito, o desejo ainda pulsante, o orgulho ferido e a dor de ainda amar quando se deve odiar. Ou o “ódio-amor”, como Hilda Hilst fala em um de seus poemas. Os dois paralisados pelo medo, e apavorados em ter consciência do que ainda sentem. E cada página passa mais rápido do que se deseja, podia ser um livro que continuasse eternamente e estaria tudo bem. Talvez até seja um desses que não acaba quando enfim o fechamos, que continua na realidade da vida da gente. Porque os dois ex-amantes caminham lado a lado pelas ruas da cidade, entre quatro paredes, na festa da vizinha ou no maior festival de rock de Recife, tanto faz. A verdade é que somos cada um deles, porque também somos “ex” alguma coisa e queremos dizer mas calamos. E todos nós já estivemos (ou estamos) dentro desse fragmento do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“...Quando você entra muda tudo, a casa fica diferente, as cadeiras se movem, os vasos de rosa voam no ar, as mesas rodam, rodam e eu começo a perder o controle da minha solidão; sozinho eu me seguro, mas você chega e eu danço, pois você sabe de mil truques para me jogar no abismo...”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é todo mundo, eu acho. Para completar, ainda tem o filme, dirigido pelo próprio Arnaldo Jabor em 1986. O livro foi publicado no ano seguinte e tem na capa a foto do casal protagonista do filme (no caso, Fernanda Torres e Thales Pan Chacon). Deve ser difícil encontrá-lo à essa altura, mas vale a pena.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1604288921880103772?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1604288921880103772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1604288921880103772' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1604288921880103772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1604288921880103772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/07/eu-sei-que-vou-te-amar-e-o-retrato-de.html' title='&quot;Eu sei que vou te amar&quot; e o retrato de todos nós'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4216171014955644191.post-1689911789434652754</id><published>2007-07-21T12:06:00.000-07:00</published><updated>2007-07-21T12:14:39.722-07:00</updated><title type='text'>Do por quê</title><content type='html'>Para falar do que me inspira, do que eu gosto, do que não gosto, do sentido que faz ou do incômodo que causa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4216171014955644191-1689911789434652754?l=assimfaloumariana.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/feeds/1689911789434652754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4216171014955644191&amp;postID=1689911789434652754' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1689911789434652754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4216171014955644191/posts/default/1689911789434652754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://assimfaloumariana.blogspot.com/2007/07/do-por-qu.html' title='Do por quê'/><author><name>Mariana Paiva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14289448243146710631</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_eok33I7oPEw/SSNTVhQxzLI/AAAAAAAAAGo/qYOyHiQoOAw/S220/PICT0372.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
